Carros a álcool são escassos no mercado

Automóveis zero-quilômetro a álcool tornaram-se raros nas concessionárias de São Paulo, estando disponíveis para pronta entrega em apenas alguns revendedores Fiat. Com a alta nos preços dos combustíveis, a procura pelo carro a álcool cresceu nos últimos meses, conforme atestam alguns concessionários. Mas os comerciantes dizem ainda ser cedo para apostar que o crescimento no volume de consultas vá significar retomada de vendas. Lojistas da rede Chevrolet garantem não existir mais produtos para oferta, enquanto os revendedores Volkswagen não têm explicação oficial para a menor oferta de veículos a álcool. Embora a General Motors garanta que segue atendendo a qualquer pedido de produção do Corsa Wind a álcool nas versões hatchback de cinco portas e sedã, algumas revendedoras da marca afirmaram que a produção foi suspensa. Durante o último Salão do Automóvel, em outubro, Carlos Buechler, diretor de engenharia da GM, já havia declarado sua frustração com as vendas de carros a álcool. Na época, garantiu que as vendas do Corsa não passavam de 40 unidades mensais. Buechler garantiu ainda que a tecnologia do produto evoluiu muito desde a injeção eletrônica.São poucos os modelos disponíveisContando com o Corsa Wind, são 12 os modelos a álcool - no total de 22 versões - constantes das tabelas de preços das três maiores montadoras brasileiras, com motores de 1.0 a 1.8. A maior parte das ofertas é da Volkswagen que, no entanto, vem adiando a entrega dos produtos.Na contramão dessa direção, a Ford prepara-se para voltar ao segmento. Ela deu início à produção da perua Escort a álcool em sua fábrica da Argentina e garante oferecer o modelo - só na cor prata e com motor 1.6 Zetec Rocam - a partir da segunda quinzena de janeiro. O preço ainda não foi divulgado.

Agencia Estado,

01 de dezembro de 2000 | 09h22

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