Carros reparados são liberados com problemas

Quase a metade dos carros envolvidos em colisões de médias proporções volta para as ruas com defeitos graves, mesmo após o conserto. Esse é o resultado de um estudo desenvolvido pelo Departamento de Normalização e Inspeção do Centro de Tecnologia da Unicamp, com base nas inspeções feitas no ano passado pela entidade. No ano passado, de 3.173 veículos avaliados, 49% não foram aprovados, apresentando defeitos em itens, como parte elétrica, rodas e pneus, suspensão, alinhamento e freios.A inspeção é obrigatória para os veículos que sofreram um sinistro de médias proporções desde 1995 no Estado de São Paulo e, nacionalmente, desde 1998. A necessidade de inspeção é indicada no Boletim de Ocorrência ou pela seguradora. Enquanto o carro não for aprovado e receber um certificado do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), terá seu documento bloqueado. Atualmente, cerca de 40 entidades no Brasil são credenciadas pelo Inmetro e homologadas pelo Denatran para realizar a inspeção.Segundo o engenheiro Alexandre Novaes, vice-diretor do Centro de Tecnologia da Unicamp, a inspeção custa 100 reais e é feita em uma linha de avaliação automatizada. Além disso, roda-se de 5 a 20 km com o veículo para checar se ele trafega bem em linha reta e se há ruídos ou outros problemas não identificados pelos equipamentos. Se o carro não for aprovado, o proprietário recebe uma lista com os defeitos e tem prazo de 30 dias para repará-los e voltar para nova inspeção. "Enquanto isso, a documentação fica bloqueada e, se o proprietário for flagrado rodando com o veículo, ele poderá ser apreendido."

Agencia Estado,

11 de abril de 2001 | 18h48

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