Carta de Lobão não atrapalhou Cesp, diz Zimmermann

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou hoje que a carta encaminhada na quinta-feira pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ao governador de São Paulo, José Serra, não desestimulou os investidores interessados em participar do leilão da Companhia Energética de São Paulo (Cesp). O leilão foi adiado por falta de participantes. Na carta, o ministro não garantia a renovação das concessões das hidrelétricas de Jupiá e Ilha Solteira, pertencentes à Cesp. As concessões vencem em 2015. A legislação brasileira permite apenas uma renovação de concessão. No caso dessas duas usinas - que representam 70% da energia produzida pela Cesp -, já houve uma renovação. O governo de São Paulo esperava a possibilidade de renovação das concessões para garantir atratividade ao leilão. "A carta não tem nada de novo. É o que diz a legislação brasileira", argumentou Zimmermann, ao chegar hoje ao ministério. O secretário disse que o valor mínimo estabelecido no leilão da Cesp - de R$ 6,6 bilhões - já considerava o fim da concessão. "Pelo valor, (o edital) já considerava o que está na lei", afirmou o secretário.

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