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Cartão de débito deve se consolidar acima do cartão crédito em 2012, diz Abecs

Os cartões de crédito, débito e de loja movimentaram R$ 670 bilhões em 2011, crescimento de 24% ante o ano anterior

Rodrigo Petry, da Agência Estado,

21 de março de 2012 | 11h10

O número de transações com cartões de débito deve se consolidar este ano acima das operações com cartões de crédito. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Claudio Yamaguti, isso ocorrerá porque as pessoas estão usando o débito cada vez mais corriqueiramente, transacionando valores pequenos e deixando as compras mais altas para o crédito, modalidade na qual é possível o parcelamento.

"A origem do cartão de débito foi para sacar dinheiro nos caixas dos bancos, mas o comércio vem aumentando sua participação nas transações. Essa é uma tendência que vai seguir, já que cada vez mais os estabelecimentos comerciais estão aceitando o cartão de débito, para não perder vendas", disse, em entrevista a jornalistas.

Segundo o dirigente, apenas 18% das transações com débito no País são utilizadas no comércio, porcentual que deve avançar daqui para frente. O restante das transações é realizado em terminais de autoatendimento de bancos. Como comparação, o comércio nos Estados Unidos representa 75% das transações com cartão de débito.

Outra razão é a ascensão ao consumo das classes sociais C, D e E, que utilizam o cartão de débito para as compras. "Os novos usuários já entram no mercado com um cartão de débito, que é vinculado a uma conta bancária", destacou.

No ano passado, segundo a Abecs, das 8,3 bilhões de transações com cartões no País, houve uma igualdade na distribuição entre o débito e crédito - cada um respondeu por 3,4 bilhões das operações. Já as transações de cartões de redes de lojas totalizaram 1,4 bilhão em 2011.

Em termos de faturamento, porém, o cartão de crédito deve seguir na dianteira. Dos R$ 670 bilhões movimentados pela indústria no ano passado, o crédito totalizou R$ 386 bilhões, alta de 23% na comparação com 2010; o débito, R$ 199,8 bilhões (+25%); e os de rede de lojas, R$ 84,2 bilhões (+23%).

O tíquete médio dos cartões de crédito somou R$ 113 no ano passado, valor 6% acima do registrado em 2010. Já o valor médio das compras com débito foi de R$ 58 (+4% ante 2010) e de redes de lojas, R$ 57 (+7%). De forma consolidada, o tíquete médio avançou 5% no ano passado.

Segundo Yamaguti, outro fator de incentivo ao aumento do faturamento do setor de cartões de crédito vem dos gastos de brasileiros no exterior. No ano passado, estes gastos somaram R$ 21,2 bilhões, representando um incremento de 19% na comparação com 2010. "O resultado pode ser atribuído à valorização da moeda nacional em relação ao dólar e ao aumento do poder aquisitivo da população, que tem viajado mais ao exterior", afirmou.

O total de plásticos no mercado brasileiro encerrou o ano passado em 687 milhões de unidades, distribuídas entre 173,2 milhões em crédito (13% de cartões a mais quando comparado a 2010), 266,3 milhões em débito (+7%) e 247,4 milhões em rede de lojas (+10%).

Perspectivas

O mercado de cartões deve crescer 20% em 2012, segundo projeção da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). A expectativa é que os plásticos movimentem R$ 805,5 bilhões, de acordo com as expectativas divulgadas há pouco.

A Abecs estima um total de 9,5 bilhões de transações para o ano, aumento de 15% ante 2011. O número de cartões deve crescer 9% e chegar a 746,2 milhões.

Os cartões de crédito, débito e de loja movimentaram R$ 670 bilhões em 2011, crescimento de 24% ante o ano anterior. O Brasil encerrou o ano passado com 687 milhões de cartões de crédito, débito e de lojas, crescimento de 9% ante 2010. Ao todo, os brasileiros fizeram 8,3 bilhões de transações com esses meios de pagamento, alta de 18%.

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