Carteira assinada cresce entre ocupados em fevereiro

A participação dos trabalhadores com carteira assinada no total de ocupados nas seis principais regiões metropolitanas do País manteve a trajetória de crescimento em fevereiro. No mês passado, a participação desse grupo era de 45,9% dos ocupados, superior aos 45,6% de janeiro deste ano e aos 45% de fevereiro de 2005. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e são correspondentes à pesquisa mensal de emprego de fevereiro.Seguindo a tendência, a fatia dos sem carteira prosseguiu em declínio. Em fevereiro, este total atingiu 21,6% dos ocupados, enquanto em janeiro eram 22,2%. Na comparação com fevereiro de 2005, quando eram 22,3%, a queda é menor. Ao mesmo passo, o porcentual de trabalhadores por conta própria - como camelôs, também considerados informais - ficou em 19,1% em fevereiro deste ano, menor do que os 19,4% de igual mês de 2005. O total, porém, é superior aos 18,8% de janeiro. O gerente da pesquisa, Cimar Azeredo, explica que o aumento da fatia dos ocupados por conta própria em fevereiro em relação a janeiro ocorreu porque muitos dos trabalhadores temporários contratados pelo comércio no final do ano são dispensados em janeiro e depois retomam as atividades por conta própria. Além disso, o carnaval em fevereiro faz com que muitos desocupados aproveitem as festas para montar barracas temporárias para vendas de produtos vinculados às festas. São PauloSegundo mostra a pesquisa, o movimento no cenário de formalização do mercado de trabalho, apurado na média das seis regiões, praticamente não ocorreu em São Paulo - responsável por cerca de 40% do total dos ocupados contabilizados na pesquisa. A participação dos trabalhadores com carteira assinada na região se manteve em 47,3% em fevereiro, exatamente o mesmo porcentual de igual mês do ano passado, e subiu pouco em relação a janeiro (47,1%). A participação dos sem carteira no mercado de trabalho paulista ficou inalterada entre fevereiro do ano passado, quando atingiu 24,3%; e janeiro deste ano, com 24,3%; mas caiu um pouco em fevereiro de 2006, que havia correspondido a 23,9% dos ocupados. No caso dos trabalhadores por conta própria, a situação de São Paulo foi similar à registrada na média das regiões, com aumento em fevereiro (16,5%) deste ano em relação a janeiro (16,1%), mas estabilidade em relação a fevereiro de 2005 (16,5%).

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