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Fábio Gallo
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Carteira digital veio para ficar e exige cuidados

É importante criar senhas fortes e não vincular as contas digitais a uma conta bancária ou cartão de débito

Fábio Gallo, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2018 | 05h00

Tenho mais de R$ 400 mil aplicados em um VGBL desde dezembro de 2011, com taxa de administração de 0,8% ao ano e Imposto de Renda regressivo que chegará a 10% em dezembro de 2021. A rentabilidade está muito baixa. Vale a pena transferir ou mantenho até 2021?

De tempos em tempos, o investidor tem de comparar a performance de seu plano de Previdência com as alternativas de mercado – e, caso consiga algo melhor, sem dúvida deve usar da portabilidade entre planos e transferir os recursos. Mas algumas observações são importantes. Compare planos de mesmo grau de risco. Lembre-se de que somente é possível portar entre planos de mesma natureza – VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) para VGBL e de PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) para PGBL. Deve ser respeitada a opção de tributação – um VGBL com regime de IR pela tabela progressiva para outro progressivo ou regressivo. Por outro lado, um VGBL regressivo só pode passar para outro regressivo.

Antes de qualquer transferência, leia com cuidado as regras contratuais do plano alvo, particularmente em relação às taxas cobradas. Além da taxa de administração, muitos fundos têm cobrado taxa de carregamento, que é um porcentual cobrado na entrada da contribuição, no resgate ou na portabilidade – há alguns fundos que cobram em todos os casos.

Há também a possibilidade de ser estabelecida a taxa de excedente financeiro, que beneficia o investidor, porque estabelece que a entidade deve repartir caso haja algum ganho a mais nas aplicações. Uma pesquisa divulgada pela Prevue Consultoria sobre o desempenho do setor em 2017 mostra que a média da taxa de administração ficou em 2,2% ao ano – sendo que, para os fundos criados em 1998, essa taxa foi em 2,21% ao ano. Já para os criados em 2017, a taxa foi de 0,84% ao ano. A mesma pesquisa indica que a rentabilidade média de 2017 foi de 11,3%, 113% do CDI. 

Quero saber se a nova moda de pagamentos digitais por celulares ou relógios é segura.

Nada como estar num show, balada, pegar uma bebida ou tomar metrô só aproximando a sua pulseira, relógio ou adesivo. Os conhecidos wearables são formas de pagamentos muito seguras em relação à transferência de dados, mas há sérias preocupações com relação a perdas, roubos e violação por hackers.

É bom todos nós irmos nos acostumando com esses novos meios de pagamentos porque isso já é uma realidade. Mas, como toda novidade, traz dúvidas e receios de que as facilidades se tornem uma armadilha, principalmente pela questão de segurança. Esses dispositivos permitem substituir cartão de crédito, de débito, cartões fidelidade, talão de cheques, além de realização de pagamentos em dinheiro, por exemplo para pagar a passagem de ônibus – por isso são chamados de carteira digital. Em muitos casos, não é necessário digitar senhas, dependendo do valor e do tipo de operação.

Esses dispositivos eletrônicos funcionam por aproximação às maquininhas ou outra forma de pagamento. O sistema de comunicação é o NFC (Near Field Communication, na sigla em inglês), que permite a troca de dados entre os dispositivos a poucos centímetros de distância de forma extremamente rápida e segura. A preocupação com a segurança não está nas possíveis vulnerabilidades no hardware ou software dos aplicativos ou sites bancários e de pagamento, mas nos usuários, que são alvos fáceis para hackers.

Segundo especialistas, é importante criar senhas complexas usando uma série de letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos. Outra ação é vincular as contas digitais a um cartão de crédito, e não à sua conta bancária ou cartão de débito. 

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