Carteiras de crédito voltam a se recuperar

As vendas de carteiras de crédito de bancos médios começam a se recuperar da paralisação causada pelo rombo do Panamericano. A Central de Cessão de Crédito (C3), criada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), registrou a venda de 865 mil contratos de empréstimos, que equivalem a R$ 18 bilhões em operações de crédito cedidas nos três meses encerrados em novembro, segundo dados obtidos com exclusividade pela Agência Estado.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2011 | 03h06

"Estamos vendo uma retomada. Os números crescem em ritmo lento, mês a mês", disse o diretor da Febraban, Ademiro Vian. As operações ainda não voltaram a níveis anteriores à descoberta da fraude no Panamericano, causada pela contabilização de carteiras de crédito cedidas.

Antes de novembro de 2010, quando foi descoberta a fraude, a média mensal de contratos cedidos no sistema financeiro ficava na casa dos 500 mil. No mês passado, foram perto de 300 mil, com valor dos empréstimos estimado em R$ 4,5 bilhões.

Além de alguns bancos grandes ainda estarem receosos em comprar carteiras de bancos menores, o ritmo de cessão hoje também é menor porque houve desaceleração do crescimento do crédito, principalmente em veículos e consignado, as linhas que os bancos mais cedem.

A C3 foi criada pelos bancos para evitar o que ocorreu com o Panamericano. O rombo, estimado em R$ 4,2 bilhões, ocorreu por causa da contabilização fraudulenta de carteiras vendidas. Em alguns casos, uma mesma carteira foi cedida a dois bancos diferentes, inflando o balanço.

Agora, todas as operações de cessão terão de ser, obrigatoriamente, registradas na C3. Em julho, o Conselho Monetário Nacional (CMN) determinou que todas operações de cessão de carteiras devem ser registradas em central autorizada pelo BC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.