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Cartões de débito versus os de crédito

O uso dos cartões de crédito passou por uma fase de expansão extraordinária que trouxe para as instituições financeiras uma grande economia em relação ao uso do cheque e para os usuários, uma comodidade também importante, especialmente com a introdução do cartão de débito, cuja vantagem é evitar o endividamento excessivo e irresponsável.Tudo indica que, hoje, o uso de cartões de débito ultrapassa o de cartões de crédito e está se expandido a um ritmo maior. Os cartões de débito são utilizados mais pelas classes C e D e, segundo as estatísticas das administradoras de cartões, com um valor médio de R$ 44 por transação, ante R$ 77 nos cartões de crédito. Estima-se que os possuidores de cartões de débito realizam 6 transações por mês, o que é pouco, comparado com os EUA, onde há uma média de 13 transações por mês, mas a média de transações quando o sistema foi introduzido no Brasil era de 2 por mês.Tudo indica que, com o tempo, vai aumentar o número de operações mensais. De qualquer modo, uma comparação com os EUA não se justifica, pois, no Brasil, os titulares de cartões têm uma renda média muito menor do que os titulares norte-americanos.É importante notar que os brasileiros se mostram cautelosos no uso dos seus cartões de débito, pois sabem que não podem fazer gastos que ultrapassem os recursos das suas contas bancárias.Neste sentido é que se pode considerar que o uso do cartão de débito é mais sadio, financeiramente, do que o dos cartões de crédito, que favorecem um endividamento descontrolado, especialmente desde que se criou o crédito consignado na folha de salários e se expandiu o crédito imobiliário de longo prazo.O atraso no pagamento do cartão de crédito tem um custo muito elevado e se verifica que os bancos estão oferecendo condições de longos parcelamentos das faturas, mas ainda a um alto custo.A crise pela qual passa o crédito imobiliário nos EUA deveria levar as autoridades monetárias a dar maior atenção ao funcionamento dos cartões de crédito, cuja aceitação as instituições financeiras estimulam sem considerar a renda real dos titulares e ofertando limites incompatíveis com essa renda.A introdução dos cartões de débito foi positiva e ampliou o uso desse "dinheiro de plástico" em regiões e nas faixas da população que não tinham acesso a esse meio de pagamento simples e seguro.

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