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Cartórios têm pesquisa para ajudar Brasil em ranking

Entidade nacional que reúne os oficiais de registro de imóveis vai lançar pesquisa com dados inéditos sobre transações de compra, venda e permuta

Coluna do Broadcast, O Estado de S. Paulo

29 de setembro de 2019 | 05h01

Os cartórios estão se articulando para dar uma forcinha à promessa do presidente Jair Bolsonaro de colocar o Brasil entre os 50 melhores países para se fazer negócios no ranking do Banco Mundial, o “Doing Business”. Hoje, o País está na 109.ª posição.

A entidade nacional que reúne os oficiais de registro de imóveis vai lançar amanhã, dia 30, uma pesquisa com dados inéditos sobre transações de compra, venda, permuta, distrato, doação, herança e desapropriação, entre outros itens, de todo o Estado de São Paulo.

O lançamento ocorre em um momento em que os investidores estrangeiros têm demonstrado cautela em destinar recursos ao País. O registro de propriedades é um dos itens que constam no ranking do Banco Mundial que compara o ambiente de negócios em 190 países do mundo.

Passo a passo

O documento pode ajudar o Brasil a subir algumas posições no ranking porque um dos dez temas avaliados pelo Banco Mundial é justamente o registro de propriedades, bem como seus custos e prazos em cada região. Na categoria de registros, o Brasil é um dos piores colocados, na 137.ª posição, devido à carência de pesquisas sobre o volume de transações imobiliárias, o que deixa investidores no escuro sobre o nível de demanda no setor. A nova pesquisa trará os números das transações realmente efetivadas, com registro em cartório.

Não, meu bem

O GPA não deve se interessar em comprar da Via Varejo, hoje controlada pelo empresário Michael Klein, a marca Extra.com. Semana passada, Klein disse que a empresa considerava realizar essa venda, mas que ainda não havia nenhuma negociação engajada. O fato é que a marca não ajuda muito a operação da Via Varejo. Se a negativa do GPA vier, a companhia deverá buscar outros interessados. As marcas (Extra e Extra.com) são de propriedade do GPA e estão licenciadas à CNova, conforme um contrato firmado em 2016. Existiria, ainda, uma previsão contratual para que o GPA tenha essa preferência.

Foco

Do lado da Via Varejo, ter mais uma marca de venda online tira o foco da companhia, visto que dilui os esforços engajados no marketing da empresa, dado seu objetivo de fortalecer o e-commerce. Para o GPA, o foco é no Assai e, por isso, a companhia não deve olhar para o Extra.com. Procuradas, Via Varejo e GPA não comentaram.

Troca

Ex-CEO e vice-presidente para a América Latina da Whirlpool, Paulo Miri é o mais novo sócio da Exec, de seleção de executivos de alto escalão. Ele, que atuou por 17 anos na multinacional americana, ficará responsável pelo atendimento de clientes nas áreas de consumo e tecnologia em projetos de seleção de profissionais, desenvolvimento de liderança e estruturação de conselhos.

Dança das cadeiras

No primeiro semestre, a Exec registrou alta de 50% no volume de contratações de executivos ante o mesmo período do ano passado para atender a demanda por programas de avaliação profissional e desenvolvimento de liderança, que duplicou no período. Tal desempenho foi possível a despeito do cenário econômico que tem provocado escassez de novas posições. 

Agora não

A fusão entre a Superintendência de Seguros Privados (Susep) e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) ficou para 2020. O movimento, que vai criar uma “super autarquia” com R$ 1,9 trilhão de recursos sob supervisão, foi postergado em meio às prioridades do governo em torno da aprovação das reformas da Previdência e tributária. O projeto de lei que trata da unificação da regulação dos mercados de seguros e de fundos de pensão já estava na Casa Civil. Por decisão da própria superintendente da Susep, Solange Vieira, entretanto, foi solicitado que o mesmo retornasse ao Ministério da Economia uma vez que o ambiente atual não comportaria o debate. A medida visa a evitar que tanto a Susep quanto a Previc sofram paralisações enquanto o projeto não anda. O reenvio está a reboque das reformas macroeconômicas.

Previnir, remediar

A baixa adesão ao check-up está impactando diretamente os custos totais dos planos de saúde. Os usuários que não realizaram consultas preventivas registram despesas mais elevadas em relação àqueles que fizeram check-up em todos os itens analisados, como sinistro per capita (+2%) e custo de internação (+19,6%), conforme levantamento realizado pela corretora Its’Seg. A taxa de internação por mil usuários também foi muito superior, em 18,8%, para os que não realizaram o check-up. Com isso, o custo evitado com o sinistro, se o check-up tivesse sido realizado em um grupo elegível de cerca de 4 mil vidas, seria de quase R$ 2 milhões, conforme a pesquisa.

 

*COM CIRCE BONATELLI

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