Casa Branca alerta para 'desastre' se pacote atrasar

Acordo prevê a distribuição de créditos fiscais a mais de 100 milhões de norte-americano

Agência Estado,

25 de janeiro de 2008 | 14h28

A Casa Branca alertou que o pacote de estímulo econômico de US$ 150 bilhões proposto pelo presidente George W. Bush não será tão eficaz se os democratas do Senado adiarem sua aprovação. "Acreditamos que esta seja uma solução conciliatória bipartidária muito boa e será desastroso se o Senado fizer algo para desacelerar ou destruir o acordo", disse a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino.   Veja também: Bolsas de NY sobem pelo 3º dia consecutivo Pacote econômico nos EUA impulsiona bolsas na Ásia Dólar abre em alta, mas perde fôlego com feriado em SP O acordo, anunciado na quinta-feira depois de dias de negociações entre o secretário do Tesouro, Henry Paulson, e líderes dos dois partidos da Câmara de Deputados prevê a distribuição de créditos fiscais a mais de 100 milhões de norte-americanos, a elevação dos limites aos empréstimos concedidos pelas agências patrocinadas pelo governo e dá incentivos fiscais para o investimento das empresas.Mas democratas no Senado, incluindo o presidente da comissão de Finanças, Max Baucus, querem adicionar itens ao projeto, potencialmente desacelerando a aprovação da medida. Alguns democratas estão pedindo uma extensão do auxílio-desemprego, aumento nos gastos com infra-estrutura - itens que foram omitidos no pacote anunciado ontem.Perino defendeu o pacote, que também inclui algumas concessões da Casa Branca. "O pacote é eficaz, é equilibrado, o presidente afirma que tem o tamanho correto e dará à economia o estímulo necessário, mas só se chegar a tempo e, quanto mais demorar para que o dinheiro chegue às pessoas, menos impacto terá", disse Perino. "O que é preciso agora é rapidez", acrescentou.   O pacote   A aprovação do pacote prevê que cheques de US$ 600 a US$ 1.200 sejam distribuídos por família, e um adicional de US$ 300 por filho. Os valores diminuem progressivamente conforme a renda. Indivíduos que ganham acima de US$ 75 mil por ano e casais que, juntos, recebem US$ 150 mil/ano terão valores menores. O rendimento mínimo necessário para se candidatar ao benefício é de US$ 3 mil/ano. Neste caso, o abatimento será de US$ 300. Em relação às empresas, a intenção é incentivar o investimento por meio de estímulos fiscais. O plano prevê, ainda, mudanças no sistema de crédito imobiliário das estatais Fannie Mae e Freddie Mac. O teto para que as duas agências assumam financiamentos de mutuários em dificuldades será elevado em até 75%. Atualmente, o valor máximo é de US$ 417 mil por hipoteca. Na teoria, essas alterações aliviarão o devedor e podem ajudar a deter a inadimplência no setor imobiliário.

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