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Casa Branca chama plano republicano de teatro político

Mesmo que o projeto seja aprovado hoje pela Câmara, ele provavelmente será rejeitado pelo Senado, onde 53 senadores já se manifestaram contra

Danielle Chaves, da Agência Estado,

28 de julho de 2011 | 13h47

A Casa Branca considerou o plano para a dívida e o déficit dos EUA apresentado pelo presidente da Câmara, o republicano John Boehner, um teatro político que não tem chance de ser aprovado pelo Senado. "Não há dúvidas de que esse projeto é um ato político", disse Jay Carney, secretário de imprensa da Casa Branca.

Segundo Carney, o plano "não irá a lugar algum no Senado dos EUA". "Por isso precisamos começar a fazer coisas que realmente podemos aprovar nas duas Casas e transformar em lei", acrescentou. A Câmara deverá votar hoje o plano de Boehner, que prevê um corte no déficit e uma elevação no teto da dívida por cerca de seis meses.

O plano revisado do republicano prevê a redução dos déficits dos EUA em US$ 917 bilhões nos próximos 10 anos, segundo um novo cálculo Escritório de Orçamento do Congresso (COB, na sigla em inglês). Com isso, os cortes previstos nos déficits são maiores do que o proposto aumento de US$ 900 bilhões no teto da dívida. Um cálculo inicial do CBO feito anteontem havia estimado uma redução de US$ 850 bilhões nos déficits e forçou os republicanos a revisar o plano.

Se o plano de Boehner for aprovado pela Câmara hoje, o líder da maioria no Senado, Harry Reid, vai colocá-lo para votação pelos senadores, que provavelmente o rejeitarão. Em uma carta enviada a Boehner ontem à noite, todos os 51 senadores democratas e os dois senadores independentes disseram que vão se opor ao plano republicano.

A Casa Branca e os democratas são contrários ao plano porque temem que um aumento no limite de endividamento por seis meses possa injetar mais incertezas durante um dos momentos mais importantes economicamente para o país - o Natal.

O outro plano para a dívida dos EUA, o do democrata líder do Senado, Harry Reid, também enfrenta obstáculos e as negociações dos legisladores em busca de opções devem prosseguir, o que poderá arrastar as discussões até a terça-feira.

Nesta quinta-feira, a agência chinesa de classificação de risco Dagong Global Credit Rating declarou que planeja rebaixar os ratings dos EUA já na próxima semana, segundo a Reuters. "Nós definitivamente vamos rebaixar o rating, independentemente de haver um compromisso. Isso já gerou um golpe na confiança dos investidores", destacou a presidente da empresa. As informações são da Dow Jones.

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