Casa Branca dará US$ 17,4 bi do pacote anticrise a montadoras

Objetivo é evitar quebra no setor; empréstimos terão de ser devolvidos se empresas não mostrarem viabilidade

Regina Cardeal, da Agência Estado,

19 de dezembro de 2008 | 12h07

A Casa Branca dará às montadoras US$ 17,4 bilhões em empréstimos de emergência do Programa de Alívio para Ativos Problemáticos (Tarp), do Tesouro, disseram altas autoridades nesta sexta-feira, 19. Os fundos serão distribuídos em duas etapas, a primeira totalizando US$ 13,4 bilhões em dezembro e janeiro. Uma segunda parcela de US$ 4 bilhões será oferecida em fevereiro, dependendo da liberação da segunda metade dos US$ 700 bilhões do Tarp.      Veja também: GM e Chrysler podem pegar empréstimos do governoDesemprego, a terceira fase da crise financeira globalDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  Ao detalhar o plano, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou que o crédito dará às montadoras prazo de três meses para se reestruturarem. Em pronunciamento, Bush disse ainda que a reestruturação exigirá concessões "significativas" de todos e que a concordata não resolveria a crise, mas traria descompaso desordenado ao setor. O secretário do Tesouro, Henry Paulson, afirmou que os US$ 17,4 bilhões que o Tesouro comprometeu-se a oferecer para a General Motors e a Chrysler significam que o governo "efetivamente" alocou todos os recursos da primeira tranche do Tarp, aprovado pelo Congresso no início de outubro. "Está claro que o Congresso precisará liberar o restante do Tarp para dar sustentação financeira ao mercado", afirmou Paulson. "Discutirei o processo com os líderes do Congresso e com a equipe de transição do presidente eleito em breve", disse. As declarações contrariam afirmações feitas anteriormente, quando sugeriu que não pediria ao Congresso a segunda parte do Tarp. Montadoras Uma autoridades disse que espera que a General Motors e a Chrysler possam recorrer ao crédito ainda nesta sexta. A Ford disse que não tem necessidade do caixa emergencial imediatamente. Pelo termos do plano, os empréstimos terão de ser devolvidos em 31 de março se as empresas não provarem sua viabilidade financeira. Os termos e condições do acordo refletem o projeto aprovado pela Câmara dos Deputados na semana passada. As informações são da agência Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.