Casa Branca divulga detalhes sobre plano para empregos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, revelou na sexta-feira detalhes sobre um corte de impostos para empresas de pequeno porte que contratem novos funcionários, questão central da proposta do governo para aumentar o número de empregos no país. Economistas da Casa Branca esperam que a medida ajude um milhão de companhias a um custo de US$ 33 bilhões, informou o jornal Wall Street Journal.

AE, Agencia Estado

30 Janeiro 2010 | 16h12

Segundo a nova versão do plano, os empregadores terão isenção fiscal de US$ 5 mil para cada novo trabalhador contratado durante 2010, enquanto microempresas terão direito a metade desta quantia. Além disso, as companhias serão reembolsadas pelo governo por impostos pagos quando há aumentos salariais acima da taxa de inflação.

O benefício total máximo que pode ser exigido por uma empresa em ambos os programas combinados é de US$ 500 mil. A proposta não se limita a pequenos negócios, mas autoridades do governo calculam que o benefício máximo é suficiente para ajudar principalmente companhias de menor porte.

O projeto é uma reformulação da isenção fiscal para contratações de 1970, e Obama defendeu uma versão similar durante sua campanha presidencial. O plano deve ser aprovado pelo Congresso, que deve avaliar uma lei sobre empregos na próxima semana.

Apesar do suporte da liderança democrata, o destino do plano não está garantido, e projetos similares falharam em meio a preocupações de que pagariam as empresas para contratar pessoas que teriam adicionado quadro de funcionários de qualquer forma.

"Embora eu esteja entusiasmado com esse plano e sua capacidade para ajudar pequenas companhias a contratar novos funcionários e a expandir nossa economia, é uma das muitas propostas na mesa envolvendo uma isenção fiscal para novos empregos", disse Mary Landrieu (democrata do Estado de Louisiana), que lidera o Comitê do Senado sobre Empreendedorismo e Pequenas Empresas, em um comunicado. "Enquanto esta e outras propostas se desenvolvem, eu planejo dar uma séria olhada em todas as ideias de criação de empregos para garantir que o maior número de pequenos negócios seja ajudado pelo menor custo."

Economistas estão divididos sobre quantos empregos serão criados pela medida. Alguns temem que as companhias possam demitir e então recontratar trabalhadores para desfrutar do benefício, ou dividir um emprego em dois de meio período. As informações são da Dow Jones.

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