Casa Branca diz que plano salvou 1 milhão de empregos

O plano de estímulo econômico de US$ 787 bilhões acrescentou aproximadamente 2,3 pontos porcentuais ao Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no segundo trimestre e criou ou salvou 1 milhão de empregos desde a sua implementação em fevereiro, de acordo com um relatório divulgado pelo Conselho de Consultores Econômicos da Casa Branca (CEA, na sigla em inglês).

SUZI KATZUMATA, Agencia Estado

10 de setembro de 2009 | 17h34

O aguardado relatório diz que o plano de estímulo teve "um impacto positivo substancial" tanto na criação de emprego quanto no crescimento econômico. O relatório diz que até o final de agosto, US$ 151,4 bilhões, do fundo original de US$ 787 bilhões, foram distribuídos para os consumidores e empresas americanas na forma de corte de impostos. Um adicional de US$ 128,2 bilhões foram comprometidos para projetos relacionados a incentivos em todo o país.

"Após a implementação da (Lei de Recuperação Americana e de Reinvestimento), a trajetória da economia mudou em direção à moderação do declínio da produção e da perda de emprego", disse o CEA em seu primeiro relatório trimestral sobre o progresso do estímulo. O pacote de estímulo foi concebido para criar ou salvar 3,5 milhões de empregos até o fim de 2010. O CEA reconheceu que suas estimativas do efeito do estímulo são preliminares e sujeitos a incertezas.

Em seu próximo relatório trimestral, o CEA vai incluir dados dos receptores do dinheiro de estímulo sobre o número de empregos que criaram como resultado dos fundos recebidos. "Avaliar o impacto da política macroeconômica contracíclica é inerentemente difícil porque não observamos o que teria acontecido à economia na ausência da política", diz o relatório.

A administração do presidente Barack Obama disse que o pacote de estímulo está tendo um efeito particularmente extenso na manufatura, construção, varejo e serviços de empregos temporários. O impacto está distribuído pelos Estados, mas é maior em Estados que foram mais duramente atingidos pela recessão, diz o CEA.

Em entrevista coletiva à imprensa, a presidente do CEA, Christina Romer, disse que ainda é cedo para tirar conclusões sobre se um pacote de estímulo é necessário. "O estímulo fiscal ainda está crescendo", disse Romer, acrescentando que os efeitos multiplicadores do pacote serão construído ao longo do tempo. "Sabemos que esse processo está continuando." Contudo, ela disse que a administração vai avaliar a situação no final do ano ou no início de 2010. As informações são da Dow Jones.

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