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Casa Branca e democratas buscam acordo para montadoras

A Casa Branca e negociadores democratas trabalhavam para chegar a um acordo nesta terça-feira que daria 15 bilhões de dólares em empréstimos às montadoras norte-americanas, forçaria os gigantes a responderem a um "czar" do setor automobilístico e tornaria o governo o maior acionistas destas empresas. O governo e democratas no Congresso afirmaram que foram realizados progressos em relação a medidas para salvar a General Motors e Chrysler LLC da falência, mas que elas provavelmente não estariam prontas até pelo menos quarta-feira. "Nós estamos trabalhando sobre uma série de questões, algumas delas são pequenos e técnicas e outras são um pouco mais duras", afirmou a secretária de imprensa da Casa Branca Dana Perino. "Nós queremos resolver isso o quanto antes", afirmou o líder democrata do Senado, Harry Reid. "O povo americano quer que tomemos uma decisão." O presidente George W. Bush e muitos de seus companheiros republicanos no Congresso têm pressionado por maiores garantias de que as montadoras estarão em condições de sobreviver se receberem a injeção de capital. O líder republicano no Senado, Mitch McConnell, reclamou que a proposta inicial dos democratas apresentada à Casa Branca na segunda-feira "está cheia falhas". "A proposta não dá garantias aos contribuintes... de que elas (montadoras) não terão que pedir bilhões a mais em poucos anos ou mesmo em poucos meses", afirmou McConnell. Os democratas controlam o Congresso e devem garantir a aprovação do projeto de lei na Câmara dos Deputados. Mas eles podem ter problemas no Senado, onde os republicanos podem impedir a aprovação do projeto. Um importante assessor republicano, que nesta semana previu a aprovação da medida, pediu cautela, afirmando que diversos republicanos podem querer modificar a lei. DEMOCRATAS PRECISAM DE VOTOS REPUBLICANOS Com o presidente eleito, Barack Obama, tendo recentemente renunciado de sua posição no Senado, são 50 votos democratas contra 49 republicanos na Casa. Alguns democratas podem votar contra o pacote e eles precisarão de 12 a 15 republicanos para conseguir os 60 votos necessários para aprovar o projeto, afirmou um assessor sênior. A GM e Chrysler pediram empréstimos emergenciais para evitar um possível colapso em meio a dificuldades de caixa em um momento em que as vendas automobilísticas mergulharam para os patamares mínimos em 26 anos, tornando-as umas das maiores vítimas da crise financeira global. A Ford Motor, considerada a mais forte das três montadoras de Detroit, tem buscado uma linha de crédito caso suas situação financeira piore mais do que o esperado.

JOHN CRAWLEY E THOMAS FERRARO, REUTERS

09 de dezembro de 2008 | 19h52

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