Casa Branca prepara sucessão da limusine presidencial

Veículo atual é um Cadillac da General Motors com sete metros de comprimento e 1,86 de altura

15 de julho de 2013 | 13h53

WASHINGTON - O governo americano está buscando um substituto para o automóvel mais importante do país, a limusine que assegura proteção para os deslocamentos do presidente dos Estados Unidos.

A empresa que se encarregará de fornecer a nova limusine presidencial será conhecida no dia 29 de setembro.

O mais provável é que o veículo seja apresentado somente quando entrar em serviço, no início de 2015, na posse do pródimo presidente.

As apostas são de que o fornecedor deverá ser a própria General Motors, fabricante do atual carro presidencial, um Cadillac, a marca de luxo da empresa.

O presidente americano faz todos os seus deslocamentos terrestres curtos a bordo da limusine especialmente desenhada para proteger o inquilino da Casa Branca nas condições mais extremas. O carro é conhecido como'A Besta'.

Na atualidade, o veículo é derivado do Cadillac DTS. Mas somente nas aparências ele é igual aos modelos parecidos encontrados nas concessionárias.

Ainda que todos os detalhes que envolvem o carro sejam secretos, desde as dimensões do motor, analistas conseguiram compor nos últimos anos um retrato das suas características. O carro tem um centro de comunicações ultra avançado, capaz de resistir a ataques bioquímicos.

Em caso de necessidade, a mala de primeiros socorros oferece condições até de realizar uma transfusão de sangue.O carro tem oxigênio para emergências e equipamento de combate a incêndio mais potente que os carros comuns.

O tanque de gasolina está protegido para evitar riscos de explosão mesmo se receber impacto direto. Os pneus são revestidos com kevlar, uma fibra sintética de aramida muito resistente e leves. Mesmo que fossem destruídos, as rodas de aço poderiam seguir rodando.

Na parte dianteira, 'A Besta' está equipada com um sistema de visão noturna e lançadores de gás lacrimogêneo, assim como outros sistemas de emergência para evitar multidões.

Os chassis são feitos de alumínio, titânio e materiais cerâmicos para proteção contra disparos e explosivos. As janelas são de vidros especiais com várias capadas para resistir a balas de armas potentes.

O interior do veículo é imune a qualquer tipo de espionagem tecnológica, mesmo com o uso de sensores de laser que detectam vibrações do vidro.

Quando o diretor de cinema Roland Emmerich decidiu filmar "Ataque à Casa Branca" ('White House Down'), uma réplica da limusine presidencial foi feita após muito trabalho de observação e investigação para superar a barreira imposta pela segurança do presidente Barack Obama.

Ciryl O'Neil, presidente da empresa que construiu a réplica, revelou que a única forma de obter detalhes da 'besta' foi usar fotografias do veículo e tentar advinhar suas dimensões.

Graças ao jogo de faróis dianteiros, semelhante ao de um Cadillac Escalade fora de estrada, o empresário conseguiu deduzir que a limusine tem mais de sete metros de comprimento.

Outra fotografia de Obama ao lado do carro permitiu calcular sua altura em 1,86 metro.

Na verdade o carro presidencial não tem plataforma de um carro, mas de um caminhão tamanho médio, provavelmente um Chevrolet Kodiak. Seu motor é movido a diesel e tem potência de pelo menos 400 cavalos.

A tradição das limusines presidenciais começou em 1939, quando o então presidente Franklin Delano Roosevelt encarregou a Lincoln,a marca de luxo da Ford, de produzir um Sunshine Special.

Desde então, Ford e General Motors fornecem as limusines para a Casa Branca, mas em 1972 Richard Nixon usou um Imperial LeBaron fornecido pela Chrysler.

A Sunshine Special está exposta no Museu Henry Ford de Detroit, junto com outras limusines presidencais, incluindo Lincoln Continental 1961 usada pelo presidente John F. Kennedy quando foi assassinado em novembro de 1963, e o Lincoln Continental 1972 de Ronald Reagan.

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