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Casa Branca prevê expansão menor

Assessoria econômica do presidente Bush reduz projeção de crescimento para 2008 de 3,1% para 2,7%

Agências Internacionais, Washington, O Estadao de S.Paulo

30 de novembro de 2007 | 00h00

A Casa Branca reduziu ontem, de 3,1% para 2,7%, a projeção de crescimento da economia americana em 2008. Edward Lazear, presidente do Conselho de Assessores Econômicos do presidente George W. Bush, atribuiu a redução à intensificação da crise imobiliária e à menor produtividade do país.Apesar da revisão, as previsões da Casa Branca ainda superam os cálculos do Federal Reserve (Fed, banco central americano), que estima que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos crescerá de 1,8% a 2,5% em 2008. Seis meses antes, a expansão projetada era de 2,5% a 2,75%."A queda no mercado imobiliário foi mais pronunciada que o previsto, mas continuamos esperando um ritmo robusto de crescimento para o próximo ano", afirmou Lazear. "Apesar do impacto dos problemas no setor imobiliário, o índice de desemprego se manteve estável. Esperamos que suba para 4,9% na primeira metade de 2008, antes de retornar ao nível de 4,8%", acrescentou.Lazear afirmou que o impacto da crise imobiliária se estenderá pela primeira metade do próximo ano e destacou que os salários "tiveram um crescimento forte nos últimos três anos". "Achamos que continuará assim", ressaltou. Para o assessor de Bush, a classe média americana está hoje em condições melhores do que em 2000, quando os Estados Unidos enfrentaram sua última recessão - tecnicamente, o processo ocorreu no último trimestre daquele ano e nos três primeiros meses de 2001. "Também é certo que o segmento de renda mais alta teve um crescimento do poder aquisitivo mais rápido que os segmentos de menor renda, mas essa foi a tendência dos últimos 25 anos e continua assim", afirmou, referindo-se ao aumento da concentração de renda no país nos últimos anos.REVISÃO PARA CIMAO Departamento de Comércio dos EUA informou ontem que o PIB do país expandiu-se 4,9% no terceiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2006, um ponto porcentual acima da primeira estimativa, divulgada há um mês. É o ritmo mais forte desde o crescimento de 7,5% registrado no terceiro trimestre de 2003. A revisão em alta reflete o aumento dos estoques e das exportações e ficou dentro das projeções de economistas do mercado financeiro. Os investimentos residenciais fixos, componente do PIB que inclui gastos com imóveis, despencaram 19,7% no terceiro trimestre, um pouco abaixo da queda de 20,1% estimada antes.A queda do terceiro trimestre nesses investimentos subtraiu 1,03 ponto porcentual do PIB.O maior componente do PIB, os gastos dos consumidores, subiu 2,7% no terceiro trimestre, abaixo da estimativa anterior de aumento de 3%. Os gastos com consumo respondem por cerca de 70% de toda a atividade econômica americana. No terceiro trimestre, contribuíram com 1,88 ponto porcentual do PIB. Na avaliação anterior, a contribuição havia sido de 2,11 pontos. Lazear admitiu o forte impacto da crise imobiliária, que deteriorou as condições no mercado de crédito, nos números de crescimento do país. "Não dormimos no ponto e somos muito conscientes de que a crise do crédito terá um impacto significativo", admitiu.Mesmo assim, ressaltou que "os lucros das empresas seguem sendo altos, as empresas têm muito capital para investir e a despesa dos consumidores se mantém robusta".

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