Casa Civil corrige: PAC 2 prevê R$ 1,088 tri em energia

A secretária de Acompanhamento e Monitoramento da Casa Civil, Miriam Belchior, informou que o documento do PAC 2, divulgado hoje pelo governo, contém um número errado. No documento, consta que os recursos de investimento total na área de energia somam R$ 1,092 trilhão. Na verdade, segundo Miriam esclareceu, houve uma imprecisão e o valor correto é de R$ 1,088 trilhão. Segue a nova versão do texto publicado anteriormente:

LEONARDO GOY, Agencia Estado

29 de março de 2010 | 15h49

A segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) prevê investimentos totais de R$ 1,088 trilhão em energia, segundo informou hoje o governo. Somente em geração de energia elétrica estão previstos investimentos totais de R$ 136,6 bilhões. A maior fatia, no entanto, está na área de petróleo e gás natural: R$ 879,2 bilhões.

O PAC 2 dará ênfase especial às chamadas usinas hidrelétricas plataformas, que preveem isolamento das usinas após serem construídas, de modo a evitar crescimento populacional desordenado em seus arredores. O PAC 2 prevê a construção de dez hidrelétricas nesse sistema que, somadas, terão potência de 14.991 megawatts (MW). O programa prevê ainda 44 usinas hidrelétricas convencionais que vão gerar 32.865 MW.

O PAC 2 prevê a construção de usinas na Bacia do Tapajós, como São Luiz do Tapajós, Cachoeira do Cai, Jatobá e Chacorão. O programa prevê ainda a construção de hidrelétricas no Sudeste do País, como Pompeu e Formoso, ambas em Minas Gerais. Já a exploração da Bacia do Rio Teles Pires, no Mato Grosso, deve começar com a construção de usinas como Foz do Apiacás e Teles Pires.

O PAC 2 prevê ainda a construção de 71 centrais de energia eólica, localizadas principalmente no Nordeste e no Sul do Brasil. Somadas, elas terão capacidade para gerar 1.803 MW. Também estão incluídas três usinas termoelétricas movidas à biomassa para gerar 224 MW.

Na área de transmissão de energia elétrica, estão previstos investimentos totais de R$ 37,4 bilhões, com a construção de 22.765 quilômetros de redes para grandes interligações. Entre as prioridades, segundo o documento do PAC, está a interligação dos chamados sistemas isolados - com a construção, por exemplo, de Manaus-Boa Vista - e obras para garantir o escoamento de energia de grandes projetos, como Belo Monte e as usinas do Tapajós e Teles Pires.

No caso de Tapajós, por exemplo, o PAC 2 incluiu a construção de uma grande linha para ligar o Norte do Mato Grosso ao Sudeste, para transportar para os grandes centros de carga a energia das usinas do Tapajós.

O PAC 2 também prevê investimentos para uso mais racional de energia elétrica, entre eles a instalação de aquecimento solar para o banho, para dois milhões de residências do programa "Minha Casa, Minha Vida". O investimento total nos projetos de aquecimento solar é de R$ 1,1 bilhão.

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