finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Casas Bahia chegam à Bahia com planos de abrir 30 lojas

Empresa assina com governo protocolo para erguer centro de distribuição

Márcia De Chiara, O Estadao de S.Paulo

08 de novembro de 2008 | 00h00

Até o fim do ano que vem, as Casas Bahia, a maior rede de eletrodomésticos e móveis do País, vão chegar à Bahia. Ontem, o governador do Estado, Jaques Wagner, e o diretor da rede, Michael Klein, assinaram em São Paulo um protocolo de intenções segundo o qual a rede se compromete a erguer, até o fim de 2009, no município de Camaçari, um centro de distribuição com investimento de R$ 24 milhões. Em contrapartida, o governo baiano cede para a empresa um terreno de 100 mil metros quadrados e reduz a base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre itens vendidos pela companhia.Segundo a empresa, que prevê faturar neste ano R$ 14 bilhões, o centro de distribuição terá capacidade para abastecer cerca de 30 lojas programadas para serem abertas no Estado dentro de dois a três anos. Quando estiver em funcionamento, o novo centro de distribuição deverá criar diretamente 400 postos de trabalho. As Casas Bahia ainda não contrataram a construtora que será responsável pelo projeto. A intenção da companhia é prospectar empresas que atuem no mercado local.No ano passado, a rede já havia inaugurado nove lojas no Estado do Espírito Santo, onde também ainda não atuava. Para dar suporte a essa expansão, criou um entreposto de mercadorias no município de Serra (ES). Com isso, os produtos vindos do centro de distribuição localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em caminhões de grande porte passaram a ser removidos para caminhões menores e seguiam viagem rumo às lojas do Espírito Santo. Agora, no entanto, a expansão é mais arrojada, porque prevê um centro de distribuição próprio que irá abastecer a Bahia.A lógica de crescimento da empresa prevê que as lojas estejam localizadas num raio de, no máximo, mil quilômetros do centro de distribuição, para que o produto chegue em até 48 horas após a compra na casa do cliente.Com 580 lojas em funcionamento, localizadas no Centro-Sul do País, a investida das Casas Bahia na região Nordeste faz todo o sentido. Além da empresa ter em seus primórdios o público nordestino, que foi o que motivou a sua marca, durante os últimos anos a companhia ficou de fora da festa do consumo que houve no Nordeste, desencadeada por benefícios sociais.A chegada à nova região deve acirrar a concorrência entre redes de peso, como as Lojas Insinuante, que nos últimos anos ganhou o rótulo de "Casas Bahia do Nordeste", por causa da sua forte expansão e voracidade nas vendas. Mais recentemente, a rede de origem mineira Ricardo Eletro fincou bandeira na Bahia.Enquanto o mercado nordestino não se torna realidade, as Casas Bahia afinam a pontaria para o mercado carioca. Pela primeira vez neste ano, a rede fará uma versão da loja sazonal de Natal, a Super Casas Bahia, no Rio de Janeiro. Ela ocupará parte do pavilhão de Exposições do Riocentro. Em São Paulo, a megaloja ocupará a totalidade do Anhembi.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.