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Casas Bahia e Ponto Frio fecham 42 lojas no ano

Com as vendas mais fracas, só no terceiro trimestre 31 unidades deixaram de operar

Dayanne Sousa, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2015 | 02h04

(Atualização em 15/10/2015, para correção de informação)

A Via Varejo, empresa de eletroeletrônicos do Grupo Pão de Açúcar (GPA) encerrou o terceiro trimestre de 2015 com queda de 24,6% nas vendas em lojas abertas há mais de um ano, na comparação com o mesmo período de 2014. Diante do cenário de vendas fracas, a companhia, dona de Ponto Frio e Casas Bahia, seguiu com seu plano de reestruturação e fechou 31 pontos de venda deficitários entre julho e setembro. 

Em 2015, a rede fechou três lojas no primeiro trimestre e outras oito no segundo, totalizando 42 as unidades cujas atividades foram encerradas este ano. As medidas são parte do programa de redução de despesas da companhia, que inclui cortes em marketing, aluguéis, logística e também em pessoal.

Ao mesmo tempo, a empresa do Grupo Pão de Açúcar inaugurou 26 novas lojas, sendo 11 no Nordeste, 10 no Sudeste e duas no Centro-Oeste do País. A companhia também decidiu converter lojas da bandeira Ponto Frio em unidades da Casas Bahia. Foram 36 lojas até o momento. "A Via Varejo deve acelerar o plano de conversões visando um maior crescimento de vendas e rentabilidade", informou o grupo nos comentário sobre o desempenho de vendas.

A receita líquida consolidada do GPA no terceiro trimestre de 2015 atingiu R$ 16 bilhões, um crescimento de 2,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Mas se forem consideradas apenas as lojas abertas há mais de um ano, a queda é de 2,6%. O desempenho consolidado foi afetado justamente pelo resultado de vendas Via Varejo. A receita consolidada desse negócio caiu 22,7% no período, para R$ 4 bilhões.

Em comentário sobre seu desempenho de vendas, o GPA considerou que "o atual ambiente macroeconômico tem se tornado mais desfavorável ao consumo ao longo do ano". "Enquanto o segmento alimentar demonstra maior resiliência, o segmento de não alimentos está sendo mais impactado", afirmou a companhia. Considerando apenas o negócio de varejo alimentar do GPA, que inclui as bandeiras Extra, Pão de Açúcar e Assaí, a receita líquida foi de R$ 8,8 bilhões de julho a setembro, expansão de 7,3% ante os mesmos meses do ano anterior, impulsionada pelos atacarejos.

Os analistas do Credit Suisse consideraram o resultado "pouco inspirador". Em nota, Tobias Stingelin e Giovana Oliveira destacam que o grupo tem adotado medidas para se tornar mais eficiente, mas, na avaliação deles, os efeitos positivos só vão aparecer quando o ambiente de consumo melhorar. "Acreditamos que a companhia vai emergir mais forte e mais eficiente desse momento, mas isso só vai ficar claro quando o cenário melhorar", acrescentaram.

Diante dos números divulgados ontem, o JPMorgan reduziu para "underweight" (desempenho abaixo da média do mercado) sua recomendação para as ações do Grupo Pão de Açúcar (GPA) e para as units da subsidiária de eletroeletrônicos Via Varejo. O preço-alvo para dezembro de 2016 para as ações PN do GPA foi reduzido de R$ 84 para R$ 65, o que representaria alta de 10,5% em relação ao preço de fechamento do dia 9, de R$ 58,80. Já as units de Via Varejo, que tinham preço alvo de R$ 11, passaram a R$ 5 por unit - alta de 7,5% em relação aos R$ 4,65 de sexta-feira.


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