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'Caso Cacciola se resolve em outubro, a favor do Brasil', diz Tarso

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta quinta-feira que o governo brasileiro está tendo a preocupação de encaminhar às autoridades judiciárias de Mônaco todos as pendências judiciárias do banqueiro Salvatore Cacciola. Com isto, tenta-se evitar que se repita com o foragido italiano o que aconteceu com a fraudadora do INSS, Jorgina de Freitas. Em 1997 ela foi extraditada pelo governo da Costa Rica debaixo do compromisso brasileiro de não levar adiante outros processos além do que foi encaminhado àquele país.Genro está confiante de que até o final de outubro o caso se resolva a favor do governo brasileiro. "Minha impressão da reunião com a procuradora e com o diretor da Justiça é de que eles têm todo o interesse em demonstrar que Mônaco não é um território de lavagem de dinheiro, que Mônaco é um país soberano que tem uma cautela enorme das questões de natureza financeira", explicou.Cacciola já tem duas condenações. Uma, de 13 anos de prisão, foi dada em 2005 pela juiza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal, pelos crimes de pecutalo (beneficiar-se de dinheiro público) e gestão fraudulenta de instituição financeira. A outra é do então juiz da 4ª Vara Federal, Abel Gomes - hoje desembargador - com pena de quatro anos e seis meses de cadeira por ter feito empréstimos indiretos do Banco Marka para seus familiares . Mas ele ainda responde a mais duas Ações Penais. Na 5ª Vara Federal, também por fraude contra o sistema financeiro, por conta de irreguilaridades no banco Marka S/A. ante do escândalo da desvalorização do Real. Nesta caso já foi expedido um mandado de prisão preventiva. O outro processo, também na 6ª Vara, é por porte ilegal de uma espingarda encontrada na sua casa. Segundo Genro, o governo levarará ao Judiciário de Mônaco, no próximo dia 3, "todos os requisitórios do Poder Judiciário para dar amplitude à possibilidade de outros julgamentos do senhor Cacciola aqui no Brasil". Só a sentença da 6ª Vara têm 553 páginas que estão sendo traduzidas para o francês.

MARCELO AULER ,

27 de setembro de 2007 | 21h53

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