Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Caso da BR Distribuidora deve ser finalizado só em 2017, diz Parente

No último dia 22, o conselho de administração da Petrobrás aprovou a alteração do modelo de venda de participação em sua subsidiária

Carla Araújo e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

27 Julho 2016 | 14h40

BRASÍLIA - Em sua primeira reunião com o presidente em exercício, Michel Temer, após a posse, o presidente da Petrobrás, Pedro Parente, explicou detalhes sobre as negociações em torno da BR Distribuidora e disse que esse processo deve ser finalizado apenas no primeiro trimestre do ano que vem. 

"Esclarecemos todas as questões, cujo objetivo é ter uma gestão compartilhada, onde a Petrobrás mantém a maioria do capital mais as ações ordinárias, que são as de controle, e o eventual parceiro ficaria com 51% e nós 49%. No total, a gente ficaria com a maioria, entre 60% e 75%, e a ideia é que a gente preserve todos os objetivos estratégicos numa empresa integrada, como é o caso da Petrobrás, e que também possa aumentar o valor para a própria Petrobrás ao permitir essa nova composição orçamentária", disse Parente.

No último dia 22, o conselho de administração da estatal petroleira aprovou a alteração do modelo de venda de participação em sua subsidiária BR Distribuidora, encerrando o processo competitivo que estava em curso e iniciando uma nova modalidade de venda.

Segundo Parente, o presidente em exercício entendeu a questão e deu todo apoio para que a empresa continue os programas de parceria e desinvestimentos. "Com essas alternativas, estaremos aumentando o investimento em nosso País e é uma coisa que ele naturalmente considera extremamente relevante", disse.

Questionado sobre o que está sendo planejado para o processo de desinvestimento, Parente afirmou que prefere usar a palavra parceria e que, pela burocracia do processo, o caso da BR distribuidora deve ser finalizado só em 2017. "O processo de parceria, que envolve o desinvestimento, tem que seguir certas regras e, no caso da BR, nós cancelamos o anterior, então tivemos que começar do zero. Achamos que vamos receber as chamadas propostas vinculantes por volta de final de novembro, dezembro, o que realmente sugere que essa transação vai se dar no primeiro trimestre do ano que vem, possivelmente", disse.

Parente disse ainda que a depender do parceiro é possível que haja extensão no prazo, já que a operação pode ser submetida a órgãos regulatórios. "Se for alguém que já é um player do mercado, certamente isso vai merecer por parte do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) uma atenção maior", afirmou.

O executivo falou também que a companhia mantém a meta de US$ 15 bilhões de iniciativa de parceria de desinvestimento entre 2015 e 2016. "Como no ano passado fizemos cerca de US$ 900 milhões, então temos a realizar até fim do ano US$ 14,1 bilhões", afirmou.

Braskem. Indagado se a Petrobrás ainda pretende se desfazer da Braskem e se há conversas neste sentido, Parente afirmou que a empresa está no meio das discussões do planejamento estratégico. "Nós definimos um prazo de 120 dias a partir do dia 2 de junho e dentro desse prazo vamos anunciar o nosso replanejamento estratégico, no qual haverá com clareza questões como essa", disse.

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