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Caso da estatal é 'híbrido', diz advogado americano

Para o advogado Thomas Hagemann, do escritório Gardere, do Estado americano do Texas, o caso da Petrobrás será um dos mais complexos já investigados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos por ser totalmente atípico. "Híbrido", nas suas palavras.

O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2015 | 02h02

Hagemann foi por seis anos procurador federal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos em Los Angeles, na Califórnia. Hoje, atua em casos que envolvem crimes de colarinho branco, especialmente fraudes financeiras. Ele lembra que normalmente o Departamento de Justiça investiga e pune empresas privadas por pagarem propina, com o seu dinheiro, para obter vantagens.

No caso da Petrobrás, a Polícia Federal apurou que as construtoras, em acordo com os funcionários da estatal, teriam incluído propina no preço das obras, dando a impressão de que os investimentos eram maiores, o que deturpou as informações contábeis e iludiu os investidores. Depois, parte do dinheiro foi repassado a partidos políticos. "É um caso complexo, que vai exigir muita investigação", diz Hagemann.

Desde 2010, 12 empresas foram investigadas nos EUA por corrupção no Brasil. A maioria é de estrangeiras que pagaram propina por aqui. Apenas uma brasileira foi investigada por corrupção, a Embraer, acusada, em 2011, de subornar integrantes da Força Aérea da República Dominicana.

Em nota, a Embraer informou que "logo após tomar conhecimento da investigação nos EUA, tomou a iniciativa de contratar advogados especializados nos EUA e Brasil para conduzir uma completa investigação interna. Durante todo o processo, a companhia tem cooperado com as investigações das autoridades e continuará a fazê-lo." / A.S.

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