Caso Enron: Justiça pressiona Arthur Andersen

Os procuradores federais dos Estados Unidos deram um prazo até a próxima quinta-feira para que a firma de auditoria Arthur Andersen admita que obstruiu a Justiça ou será acusada, informou nesta segunda-feira o jornal The Washington Post. A companhia está negociando um acordo com o Departamento de Justiça.Segundo uma fonte, os promotores querem que a Andersen admita que obstruiu a Justiça ao não impedir que documentos referentes a Enron, gigante do ramo energético que pediu falência em dezembro, fossem destruídos, mesmo após ter conhecimento de que a crise da companhia estava sendo investigada.A firma de auditoria, que avalizava as contas da Enron, nas quais grandes dívidas eram omitidas, já admitiu publicamente que documentos foram destruídos. A Andersen está planejando mudanças em sua estrutura para recuperar a credibilidade e não perder mais clientes. Mas muitos analistas acham que pode ser tarde demais.Para alguns observadores, a fase de mudanças pode também tornar a Andersen menos atraente para seus parceiros numa fusão. Há rumores no mercado de que a empresa estaria em negociação com a firma de auditoria Deloitte Touche Tohmatsu. Nesta segunda-feira, mais um cliente abandonou a Andersen, a transportadora FedEx. Já deixaram a empresa o laboratório farmacêutico Merck e a Delta Air Lines, entre outras.O próprio auditor externo contratado pela Andersen para analisar a estrutura da empresa, o ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) Paul Volcker, admitiu que as mudanças talvez não cheguem a tempo de salvar a firma.

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