Caso Ferguson motiva movimento de boicote à Black Friday nos EUA

Caso Ferguson motiva movimento de boicote à Black Friday nos EUA

Após decisão da Justiça que inocentou policial branco por morte de jovem negro, ativistas encorajam americanos a boicotarem o maior dia de promoções dos EUA

Ian Chicharo Gastim, O Estado de S. Paulo

26 de novembro de 2014 | 17h51

A decisão da Justiça do Missouri, que inocentou o policial branco Darren Wilson por matar o jovem negro Mike Brown em Ferguson, causou uma série de manifestações nos Estados Unidos. Os conflitos entre manifestantes e a polícia, no entanto, não foram as únicas formas de protesto sobre o caso: grupos de ativistas estão encorajando cidadãos americanos a participarem de um boicote à Black Friday.

O reverendo Timothy McDonald, fundador do Conselho de Liderança Afro-Americana, reuniu organizações de direitos civis, igrejas, dentre outras instituições, para se juntar ao movimento de boicote ao maior dia de promoções dos EUA. 

"A única linguagem que a América entende é a do dinheiro", disse MacDonald, nesta terça-feira, durante um protesto em Atlanta.

Ativistas também estão divulgando o boicote pelas redes sociais. No Facebook, o grupo Blackout For Human Rigths reforça o movimento, anunciando o boicote como uma "ação nacional não-violenta" em protesto contra crimes motivados por questões raciais.

O grupo, inclusive, publicou um vídeo para encorajar americanos a boicotarem a Black Friday. Confira abaixo.

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