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Caso queira começar a investir em ETFs de criptomoedas, reserve uma pequena fatia de sua carteira

O investidor deve estabelecer uma estratégia e saber gerenciar o seu risco; para isso, fazer uma pesquisa é fundamental

Fabio Gallo*, O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2021 | 04h00

Novas formas de investir em criptomoedas surgem com tal velocidade, que por vezes o investidor não consegue acompanhar. Há pouco tempo mencionei que em outubro o bitcoin bateu o seu recorde histórico ao atingir US$ 68.990,90, quando houve o lançamento do primeiro ETF que investe em contratos futuros desse ativo, o Bito. 

Mesmo com preços na estratosfera, negócios e lançamentos de produtos mais sofisticados com criptos estão acontecendo em profusão. No entanto, algumas dicas para quem está pensando em investir nesse tipo de ativo são importantes. 

Primeiramente, o investidor deve considerar que, dada a profusão de criptomoedas, há diferentes valores fundamentais. O investidor deve estabelecer uma estratégia e saber gerenciar o seu risco. Caso queira começar, aloque uma pequena parcela de sua carteira nessas moedas. Como um ativo na moda, há um grande número de corretoras e outras instituições que oferecem os serviços de comercialização do ativo. Busque informações sobre taxas, diferentes criptos oferecidas, cuidado para não cair em fraudes. 

Sobre o Bito, a novidade é que sua referência é em contratos futuros. Mas investir em fundo de índices (ETF) é algo anterior. No nosso mercado esse tipo de investimento chegou recentemente. 

Os ETFs de criptomoedas acompanham indicadores de bitcoin (BTC) e de outras moedas virtuais. Em outros termos, são fundos que replicam o comportamento de índices lastreados em ativos digitais. Na B3 o primeiro ETF negociado foi o HASH11, lançado em abril. Esse fundo replica o desempenho do Nasdaq Crypto Index (NCI), desenvolvido pela Hashdex com Nasdaq, S&P Bitcoin Index e S&P Dow Jones, para refletir globalmente o movimento do mercado de criptoativos. 

A Bolsa brasileira, além do HASH11, lista outros quatro ETFs de ativos virtuais: QBTC11 (CME CF Bitcoin Reference Rate), BITH11 (Nasdaq Bitcoin Reference Price), QETH11 (CME CF Ether-Dollar Reference Rate) e ETHE11 (ETHER HASH CI). Enquanto o HASH11 segue um índice de oito moedas virtuais, os outros quatro fundos acompanham bitcoin ou ethereum. Investir em ETFs é como comprar uma ação na Bolsa, apresenta custos relativamente mais baixos do que fundos que investem diretamente em criptoativos, com taxas de administração entre 0,7% a 1,3% a ano. O investimento inicial é baixo e apresenta mais segurança, tendo em vista que as moedas virtuais não são regulamentadas no Brasil, mas os ETFs desses ativos têm aval da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para funcionar. Mas sempre lembrando que esses ativos são de alto risco. 

* PROFESSOR DE FINANÇAS DA FGV-SP

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