Caso Waldomiro atrai atenção das agências de risco

As agências de classificação de risco estão acompanhando com atenção o caso Waldomiro Diniz, mas ainda não estão falando em rebaixar as notas do Brasil. "É cedo demais", disse a analista Lisa Schineller, da Standard & Poor´s. "Se o caso chegar a um ponto em que percebermos que há questões de governabilidade - e eu acho importante destacar que estamos longe desse momento -, aí nós ficaríamos preocupados", afirmou. Atualmente, o rating atribuído pela S&P à dívida do Brasil é B+ (quatro pontos abaixo do grau de investimento), com perspectiva positiva.Já o analista Luis Ernest Martinez-Alas, da Moody´s, afirmou que no momento o caso não tem implicações para a classificação. "Não acredito que a estabilidade política esteja diante de qualquer risco", afirmou. A nota atribuída pela Moody´s ao Brasil é B2, cinco pontos abaixo do grau de investimento, com perspectiva estável.Já o analista Roger Scher, da Fitch Ratings, disse "não existe implicação imediata" para as notas. "Mas vamos acompanhar o caso". Sobre a possibilidade de convocação de uma CPI para investigar o caso Waldomiro Diniz, Scher lembrou que as investigações parlamentares, embora comuns no Brasil, costumam acontecer no período final do mandato de um presidente, e não no começo. "Pode haver a preocupação de que isso esteja acontecendo cedo demais", disse. A nota atribuída pela Fitch ao Brasil é B+, com perspectiva estável.

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