Caso Waldomiro não afeta planos do setor produtivo, aponta Iedi

As repercussões políticas do caso Waldomiro Diniz não abalaram a confiança do setor produtivo no governo, na avaliação do diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Julio Sérgio Gomes de Almeida. Para ele, a menos que o escândalo ganhe proporções gigantescas, com queda de ministros e descoberta de outros casos de propina e corrupção envolvendo funcionários do governo, o caso não afetará o lado produtivo da economia, incluindo decisões de investimentos. "Apenas os mercados de valores reagem antecipadamente a casos como esse", afirmou Almeida. O que realmente teve impacto no ânimo dos empresários foi a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), de manter a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 16,5% ao ano. "Os juros altos é que retardam ainda mais o crescimento da economia, que já está sendo fraco", ressaltou. Ainda assim, afirmou, não será necessário nenhum esforço especial para o País crescer 2% neste ano, considerando-se que a base de comparação (2003) é muito baixa. "A decisão do BC adia a retomada", reiterou. Almeida lembrou que o crescimento ainda está bastante irregular e não chegou aos setores com maior capacidade de gerar empregos, que são a construção civil e os bens não-duráveis (sapatos, roupas, alimentos e medicamentos).

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