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Cassinos de Trump em Atlantic City apresentam moratória

Magnata decidiu abandonar companhia após forte redução de gastos dos americanos em menos de uma semana

EFE

17 de fevereiro de 2009 | 16h18

A Trump Entertainment Resorts, empresa de Donald Trump que administra cassinos em Atlantic City (EUA), apresentou moratória ao ser atingida pela forte redução de gastos dos americanos em menos de uma semana após o magnata decidir abandonar a companhia.   "Vamos nos concentrar em nosso objetivo de reestruturar com sucesso a companhia e reduzir a dívida para fortalecer o balanço de contas durante estes difíceis momentos econômicos", declarou nesta terça-feira, 16, o diretor-executivo da companhia, Mark Juliano, em comunicado.   Após quatro anos na posição de presidente do conselho de administração Trump anunciou na última sexta que abandonava a companhia, depois que foi rejeitada sua oferta de comprá-la. Ivanka Trump, filha do milionário de 62 anos, também comunicou há quatro dias que deixava a Trump Entertainment.   Esta é a terceira vez em sua história que a companhia recorre à proteção do capítulo 11 da lei americana que regula as quebras no país. No final de 2008 acumulava uma dívida de US$ 1,74 milhão, frente a ativos de US$ 2,1 bilhões.   O pedido voluntário da moratória foi solicitado diante do Tribunal de Quebra de Camden (Nova Jersey). Neste estado fica Atlantic City, o equivalente a Las Vegas na costa leste dos EUA e onde a Trump Entertainment tem três cassinos que já passaram pela quebra em algumas ocasiões anteriores e que durante o último ano foram muito afetados pela crise que atinge o país.   A recessão econômica e a diminuição do emprego, assim como a crescente concorrência procedente de outros estados e problemas estruturais do setor fizeram com que os gastos dos americanos com elementos supérfluos como o jogo tenha diminuído drasticamente nos últimos meses.   A empresa tinha que pagar US$ 53 milhões pelos juros gerados por sua dívida, mas o prazo fixado terminou hoje sem que a Trump Entertainment realizasse este pagamento. A ideia da companhia, segundo o comunicado, é reestruturar seu capital e sua dívida, enquanto os três cassinos atingidos pela quebra continuarão operando de forma normal.   O magnata do setor imobiliário controla cerca de 28% da companhia, segundo as informações mais recentes enviadas à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês), apesar de este investimento quase não representar 1% de sua fortuna.

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