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Catorze capitais registram recuo no preço da cesta básica

penas duas capitais, entre as dezesseis onde Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (DIEESE) realiza, mensalmente, a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, registraram elevação, ainda que pequena, no preço do conjunto de alimentos essenciais, em novembro. Nos últimos dois meses, uma única cidade havia apresentado comportamento altista. As elevações, em novembro, ocorreram em Goiânia (0,11%) e Belém (0,15%). Salvador (-1,47%), Recife (-1,78%) Rio de Janeiro (-1,81%) e Aracaju (-1,95%) tiveram as quedas menos significativas. As mais expressivas ocorreram em Belo Horizonte (-7,57%) e João Pessoa (-5,84%).Com o recuo de 4,70%, apurado em Porto Alegre e de 3,43%, verificado em São Paulo, o custo da cesta básica, nestas duas capitais, aproximou-se em novembro, havendo apenas R$ 0,31 de diferença entre elas. Mesmo assim, o valor apurado na capital gaúcha (R$ 171,37) ainda foi o mais elevado. Em São Paulo, o conjunto de bens de primeira necessidade custou, em novembro, R$ 171,06. Também com valores próximos, mas em patamar um pouco abaixo, ficaram Rio de Janeiro (R$ 164,18) e Brasília (R$ 163,84). As localidades que registraram os menores preços para os gêneros essenciais foram Recife (R$ 121,61), Salvador (R$ 123,65) e Fortaleza (R$ 124,68).Tomando por base o maior custo da cesta (verificado, em novembro, em Porto Alegre) e levando em conta o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve suprir os gastos de uma família com alimentação, moradia, vestuário, saúde, educação, transportes, higiene, lazer e previdência social, o DIEESE estima, mensalmente, o valor do salário mínimo. No último mês, este salário deveria equivaler a 1.439,68, ou seja, 5,54 vezes o piso em vigor. Em outubro, o mínimo necessário correspondia a 5,81 salários mínimos atuais, e era estimado em R$ 1.510,67. Em novembro de 2003, quando o salário mínimo era de R$ 240,00, o DIEESE estimava que quem ganha o mínimo deveria receber R$ 1.408,76, ou 5,9 vezes o valor então vigente.Cesta x jornadaO trabalhador remunerado pelo salário mínimo necessitou, em novembro, cumprir uma jornada de 123 horas e 51 minutos, na média das dezesseis capitais, para adquirir o conjunto de produtos essenciais. Essa jornada é inferior à exigida tanto em outubro (127 horas e 45 minutos) quanto em novembro de 2003 (132 horas e 16 minutos). A mesma situação se verifica quando se compara o custo médio da cesta com o salário mínimo líquido (após a dedução da parcela referente à previdência). Em novembro, o custo da cesta representou 60,96% do mínimo líquido, enquanto em outubro correspondia a 62,88% e em novembro de 2003 ficava em 65,10%.

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