Cautela no final ofusca bom humor e Bovespa reduz alta

A pós passar boa parte da sessão em clima positivo, o mercado voltou a munir-se de cautela no final da tarde de ontem e as ações em Wall Street inverteram o sinal de alta, para registrar mais um fechamento em baixa. O Índice Dow Jones caiu 0,69% e o Nasdaq, 0,68%. Na esteira de Nova York, a Bovespa desacelerou os ganhos, mas conseguiu encerrar com valorização de 1,70%, aos 60.190,36 pontos, com giro de R$ 9,885 bilhões.

Cenário: Claudia Violante, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2010 | 00h00

A mudança de humor foi atribuída à informação do jornal inglês Financial Times de que a China estaria reavaliando sua posição em dívida dos países da zona do euro. Ao longo do dia, entretanto, prevaleceu o apetite ao risco determinado pela caça às pechinchas, pelo relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico c om previsões em alta para o PIB de seus países membros, por indicadores favoráveis da economia dos EUA, medidas de austeridade fiscal anunciadas pela Itália e também pelos leilões de títulos da Itália e Portugal considerados bem-sucedidos, a despeito das taxas pagas mais elevadas. O petróleo disparou mais de 4%, para acima de US$ 71 por barril.

No câmbio, o euro foi negociado a US$ 1,2193 no fim da tarde em Nova York, ante US$ 1,2328 no fim da tarde de terça-feira. No Brasil, o dólar recuou 0,64%, para R$ 1,8560 no balcão, refletindo a melhora do sentimento no exterior e correções técnicas.

Os juros acompanharam os ativos externos e também tiveram um dia de ajuste de alta, que, no entanto, perdeu força em meio à mudança de humor lá fora. A taxa para janeiro de 2011 avançou a 10,90% e para janeiro de 2012, a 11,96%.

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