Cautela prevalece e faz Ibovespa fechar praticamente estável

O principal índice de ações brasileiras fechou praticamente estável nesta quarta-feira, após reduzir as perdas nos ajustes finais do pregão, com investidores cautelosos à espera de mais medidas de estímulo nos Estados Unidos e na zona do euro.

DANIELLE ASSALVE, Reuters

25 de julho de 2012 | 18h03

O Ibovespa teve variação negativa de 0,06 por cento, a 52.607 pontos. Foi a quarta sessão seguida em que o índice fechou no vermelho. O giro financeiro do pregão foi de 5,04 bilhões de reais.

"O investidor ficou receoso de assumir ou fechar posições hoje", disse Fábio Gonçalves, analista da Banrisul Corretora, em Porto Alegre.

"A expectativa de que o Fed (banco central dos Estados Unidos) vai adotar medidas de estímulo fez os mercados reagirem um pouco, mas ainda é só especulação. Não houve nenhuma notícia consistente para dar força ao mercado."

A esperança de nova rodada de estímulo monetário nos EUA e especulações de que a zona do euro poderia impulsionar o poder de fogo de seu fundo de resgate permanente motivou os mercados a buscarem recuperação.

Mas o clima de cautela prevaleceu, diante de novos dados que apontaram fraqueza econômica na zona do euro e nos Estados Unidos e de resultados corporativos que decepcionaram o mercado, com destaque para Apple.

Em Wall Street, o índice Dow Jones subiu 0,47 por cento, enquanto o S&P 500 recuou 0,03 por cento. Mais cedo, o principal índice das bolsas europeias teve queda de 0,07 por cento.

Na cena doméstica, as ações da Vale mostraram volatilidade na sessão, em dia em que a maior produtora de minério de ferro do mundo divulga seu resultado trimestral.

O papel preferencial fechou em leve queda de 0,09 por cento, a 35,12 reais.

Ainda entre as blue chips, a preferencial da Petrobras subiu 1,12 por cento, a 19,00 reais. OGX caiu 1,37 por cento, a 5,03 reais.

Telefônica Brasil caiu 1,52 por cento, a 45,50 reais, após a empresa de telefonia da marca Vivo ter informado queda ligeiramente maior que a esperada no lucro líquido do segundo trimestre, para 1,085 bilhão de reais.

LLX liderou as perdas do Ibovespa, com queda de 6,07 por cento, a 2,63 reais, depois que a empresa do grupo de Eike Batista negou a existência de "novos negócios e arranjos societários", após a ação ter disparado nas duas últimas sessões em meio a rumores sobre possível fechamento de capital.

Em sentido oposto, Souza Cruz teve a maior alta do índice, com valorização de 2,26 por cento, a 29,84 reais.

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