CCP, da Cyrela, lança shopping na Avenida Paulista

Empreendimento, erguido em terreno que pertenceu aos Matarazzo, será inaugurado em novembro de 2014

NAIANA OSCAR, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2013 | 02h11

Quatro anos depois de ter comprado um dos terrenos mais cobiçados - e enroscados - de São Paulo, a CCP, braço do grupo Cyrela que desenvolve prédios corporativos e galpões logísticos, lança hoje o shopping Cidade São Paulo, no coração da Avenida Paulista.

O empreendimento, que começou a ser construído há cerca de um ano em um terreno que pertenceu à família Matarazzo, tem inauguração prevista para novembro do ano que vem. Hoje, a companhia começa uma campanha publicitária em emissoras de TV aberta e em veículos impressos para apresentar o projeto aos paulistanos e, principalmente, aos lojistas. A empresária Viviane Senna e o maestro João Carlos Martins vão estrelar os comerciais. 

Na semana passada, a CCP comprou a fatia de 50% que a CCDI, da Camargo Corrêa, detinha no empreendimento. As empresas não divulgaram valores, mas estimativas de mercado apontam que a CCP teria desembolsado cerca de R$ 250 milhões pela participação.

O lançamento do shopping coincide com um momento de incerteza no setor de consumo. No primeiro semestre do ano, as vendas dos shopping centers no Brasil cresceram 8% - ritmo inferior ao registrado nos dois anos anteriores, segundo levantamento da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Apesar disso, no mercado, a expectativa é de que os lojistas recebam bem o projeto da CCP por causa de sua localização privilegiada. "Não tem como dar errado", diz José Roberto Voso, diretor de shopping centers da empresa. "Só pela calçada do shopping passam mais de 900 mil pessoas por dia."

O empreendimento é o mais emblemático entre os shoppings da empresa - que tem quatro em operação e outros quatro em construção. O Cidade São Paulo levou quatro anos para ser aprovado na Prefeitura de São Paulo - o dobro do tempo para um empreendimento do tipo. No meio do caminho, o terreno virou alvo de uma disputa jurídica com a família Matarazzo, que reclamava de atraso no pagamento. O imbróglio foi resolvido no início deste ano.

O Cidade São Paulo exigiu investimentos de R$ 400 milhões. Por ter apenas 18 mil metros quadrados de área (um shopping médio tem cerca de 40 mil), a CCP decidiu não trabalhar com lojas âncoras, para priorizar a variedade. O shopping tem espaço para 170 lojas. Até agora, só o contrato com o Cinemark foi assinado. A expectativa é de que o Cidade São Paulo tenha uma receita de R$ 45 milhões em três anos. "Vai ser o mais rentável por metro quadrado", diz Voso.

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