CCR é a primeira empresa do Novo Mercado

Começou a ser negociado o primeiro papel pertencente ao Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o da Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR). A empresa, que responde por 14% da malha rodoviária do País, teve de cumprir determinações para entrar no Novo Mercado, como oferecer maior transparência em sua gestão e mais proteção aos investidores minoritários. Por conta dessas exigências e da crise que abalou o mercado no ano passado, essa primeira adesão só surgiu 13 meses após o lançamento do Novo Mercado. O analista da Socopa Corretora Gregócio Mancebo explica que as regras do Novo Mercado envolvem, entre outras, a emissão do total de ações na forma ordinária (ON, com direito a voto); a participação de minoritários nos conselhos de administração e fiscal; mínimo de 25% das ações da empresa negociadas no mercado aberto; e a garantia de que todos os acionistas receberão, proporcionalmente, o mesmo valor em caso de venda da empresa (o chamado tag long). O vice-presidente da Associação Brasileira dos Analistas do Mercado de Capitais (Abamec), José Estevam de Almeida Prado, espera que novas empresas venham a aderir ao Novo Mercado. "Mas o processo é vagaroso." ProjeçõesA CCR ainda é uma incógnita para muitos analistas, diz Mancebo. Alguns acreditam que a ação poderá ter forte demanda vinda do exterior e que é possível especular sobre essa expectativa, mas há risco de os papéis terem pouca liquidez. Um fator que pesa negativamente na ação da holding, composta por cinco construtoras nacionais e uma portuguesa, é o patrimônio líquido negativo que possui. De acordo com o diretor de Relação com Investidores da empresa, Líbano Barroso, esse quadro deve ser revertido brevemente e a CCR deverá distribuir dividendos a partir de 2003. A ação chegou a ter alta de 5,56% na sexta-feira, mas fechou em queda de 1,28%, cotada por R$ 17,77. Veja mais informações sobre a empresa nos links abaixo.

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