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CDB tem captação líquida de R$ 4,4 bi em maio

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) tiveram captação líquida de R$ 4,438 bilhões em maio, até o dia 29, data do anúncio do ajuste dos fundos de investimento a preços de mercado. Isto representa um aumento de 4,1% no estoque de CDB, que passou de R$ 109,491 bilhões em abril para R$ 113,931 bilhões até 29 de maio.Também na comparação entre abril e maio, os fundos DI tiveram perda de R$ 1,433 bilhão; os fundos de renda fixa perderam R$ 706 milhões; e os fundos de ações, R$ 378 milhões. O acompanhamento é da Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto (Andima) com base em dados da Anbid e do Banco Central (que ainda não havia fechado os dados até 31 de maio para CDB e poupança, divulgados hoje em Brasília).Para o economista Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do Banco Central e professor do Instituto Brasileiro do Mercado de Capitais (Ibmec), os números comprovam que os grandes investidores estavam saindo dos fundos antes do anúncio da medida, migrando essencialmente para as aplicações em CDB.O estoque da poupança subiu pouco em comparação com esta aplicação: passou de R$ 119,127 bilhões em abril para R$ 119,552 em maio (até o dia 29). Freitas acredita que a contabilização da captação dos dias que sucederam o anúncio do Banco Central não irá mudar muito o quadro em relação aos CDBs. "A poupança é que deve ter ainda algum aumento, devido à movimentação dos pequenos investidores", comentou.No acumulado do ano, de janeiro até 29 de maio, os CDBs registraram a maior captação dentre as aplicações em ativos financeiros, com um saldo de R$ 14,980 bilhões. Em contrapartida, os fundos DI, um dos investimentos mais atingidos pelas mudanças de normas contábeis, registraram saques de R$ 3,398 bilhões.Essas retiradas, porém, não ocorreram apenas em maio, mas ao longo dos cinco primeiros meses do ano. Em nenhum balanço mensal o saldo da captação deste investimento foi positivo.

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