CE aprova venda de ativos do ABN ao Deutsche Bank

Transação, aprovada pela UE mas suspensa pelo BC holandês, é avaliada em 709 milhões de euros

Marcílio Souza, da Agência Estado,

01 Outubro 2008 | 17h17

A Comissão Européia aprovou a compra dos ativos de commercial banking do ABN Amro na Holanda, hoje pertencentes ao Fortis, pelo alemão Deutsche Bank. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira, 1º, mesmo dia em que o banco central holandês decidiu suspender essa transação até uma notificação posterior.   O Fortis fez parte de um consórcio integrado também pelo Royal Bank of Scotland e Santander que comprou o ABN Amro no ano passado. Mas, por causa de questões relativas à concentração de mercado na Holanda, as autoridades de concorrência européias haviam exigido que o Fortis vendesse parte das operações do ABN adquiridas no país.   Essa venda, aprovada nesta quarta pela UE, mas suspensa pelo BC holandês, é avaliada em 709 milhões de euros (US$ 997 milhões), e incluiria unidades que fornecem serviços financeiros para grandes clientes corporativos, 13 filiais de consultoria comercial que atendem clientes de médio porte, partes do banco Hollandsche Bank Unie NV, sediado em Roterdã, e a companhia IFN Finance BV.   Desistência   O Fortis desistiu do plano de vender metade de seu braço de gerenciamento de ativos para a chinesa Ping An Insurance, uma transação que lhe teria proporcionado um aumento de capital de 2,15 bilhões de euros (US$ 3,02 bilhões). A Ping An, que já possuía uma fatia de 4,9% no Fortis, tinha pouco incentivo para seguir adiante com um acordo cujo preço havia sido negociado em março deste ano, por causa da queda substancial do valor das ações do Fortis desde então.   O fim do acordo representa um revés para os planos da segunda maior seguradora da China de se tornar uma provedora de serviços financeiros diversificada por meio da expansão de suas operações em atividades de banco e gerenciamento de ativos. Mas a desistência ao mesmo tempo é positiva para a Ping An, já que a seguradora teria de fazer uma baixa contábil imediata do investimento caso ele fosse bem sucedido.

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