Douglas Gravas
Douglas Gravas

Ceagesp deixa de comercializar 29 mil toneladas com paralisação

Desabastecimento diminuiu em R$ 72 milhões o comércio atacadista da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo na semana passada

O Estado de S.Paulo

28 Maio 2018 | 14h38
Atualizado 28 Maio 2018 | 17h27

Os efeitos da paralisação dos caminhoneiros começam a ser estimados na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). Segundo balanço divulgado pela companhia, os atacadistas deixaram de comercializar cerca de 29.419 toneladas na semana passada. O fluxo financeiro caiu R$ 72 milhões, cerca de 45,5%, passando de R$ 158 milhões para pouco mais de R$ 86 milhões.

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A Ceagesp estima que, nesta época do ano, são comercializadas de 60 mil a 65 mil toneladas. Nesta primeira semana de greve foram comercializadas 33.839 toneladas. Em relação a semana imediatamente anterior a greve, quando o volume registrado foi de 63.258 toneladas, houve queda de 46,5%.

Segundo o balanço divulgado nesta segunda-feira, 28, no primeiro e segundo dias da paralisação, houve antecipação das entregas, sem registro de prejuízos aos produtores, atacadistas e consumidores, exceto para aqueles que permaneceram nos bloqueios, impedidos de seguir viagem.

A partir da quarta-feira, 22, a quantidade ofertada apresentou retração, principalmente dos produtos procedentes de outros Estados. Nos dois dias seguintes o quadro se agravou e entraram somente cerca de 10% do volume habitual.

Nesta segunda-feira, os portões foram abertos às 4 horas, mas, até o início desta tarde, apenas 10% do volume normal, cerca de 11 mil toneladas por dia, havia sido comercializado.

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Em nota, a Ceagesp informou que não estão chegando produtos vindos de outros Estados. O que o local está recebendo é a produção proveniente do cinturão verde de São Paulo, como folhas, pimentão, pepino, tomate e chuchu, por meio de caminhos alternativos. Ainda há oferta de produtos que permitem estocagem, como maçã, pera, abóboras e frutos importados.

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O desabastecimento na Ceagesp, por causa da greve dos caminhoneiros, não afeta somente o atacado. O baixo movimento desanimou os feirantes do Varejão da Ceagesp. O sábado, que costuma ser o dia mais movimentado, foi mais curto e muitos feirantes não vieram ou foram embora antes das 12h30, quando a feira acaba. A estimativa é que metade das barracas nem abriram e o movimento caiu entre 60% e 70%.

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