Ceará terá refinaria da Petrobrás

Decisão, tomada na semana passada, aumenta para duas as unidades premium a serem instaladas no Nordeste

Kelly Lima, O Estadao de S.Paulo

10 de junho de 2008 | 00h00

As duas refinarias que a Petrobrás pretende construir simultaneamente, destinadas à exportação de derivados, ficarão no Nordeste. Além da unidade do Maranhão, que já havia tido anúncio antecipado pelo ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, haverá outra no Ceará. As unidades, que devem começar a operar entre 2013 e 2014, consumirão cerca de US$ 20 bilhões de investimentos.A estatal não confirma ainda oficialmente a localização das refinarias, mas, segundo fontes da empresa, a decisão foi tomada na última reunião de diretoria, na quinta-feira da semana passada. A estratégia é deixar que os governos do Maranhão e do Ceará anunciem os empreendimentos. Indagado sobre o assunto, o diretor de Abastecimento e Refino da estatal, Paulo Roberto Costa, confirmou apenas a existência do projeto para a segunda refinaria, mas não informou a localização.Com as duas unidades, a companhia vai elevar em quase 1 milhão de barris de petróleo sua capacidade de exportação diária, atualmente em torno de 500 mil barris, incluindo petróleo bruto e derivados.A vantagem dessas duas unidades também será agregar maior valor ao produto. Hoje, a estatal exporta o petróleo muito pesado produzido no País e que tem preço subvalorizado no mercado internacional. Segundo fontes da empresa, a maior das refinarias, no Porto de Itaqui, no Maranhão, terá capacidade para processar 600 mil barris por dia e deve entrar em operação em 2013. No máximo um ano depois, começam as atividades na segunda refinaria Premium (que produz derivados de maior qualidade, destinados ao mercado externo) a ser instalada no Porto de Pecém, no Ceará. Nela serão processados 300 mil barris por dia. Ceará e Maranhão vinham disputando os investimentos em refino desde a época em que a estatal escolheu o Porto de Suape, em Pernambuco, para abrigar a Refinaria Abreu e Lima, em parceria com venezuelana PDVSA. A unidade pernambucana vai processar 200 mil barris de petróleo por dia a partir de 2010 e conta com investimentos de US$ 4 bilhões.

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