CEF deve utilizar R$ 1 bilhão da poupança para financiar imóveis

A Caixa Econômica Federal (CEF) voltará a conceder empréstimos para a compra de imóveis com recursos da caderneta de poupança, depois de 13 anos sem operar essa linha. São empréstimos com juros inferiores a 12% ao ano, voltados à classe média, e começarão a ser concedidos em setembro ou outubro, informou hoje a superintendente nacional de habitação da CEF, Vera Lúcia Martins Vianna.Os empréstimos terão prazo de 20 anos, enquanto a maior parte dos financiamentos hoje disponíveis no mercado são de 15 anos. Ainda este ano, a Caixa vai tornar disponível cerca de R$ 1 bilhão. "Dependendo da demanda, o valor poderá ser elevado", disse a Vera Lúcia. O público-alvo, segundo Vera Lúcia, será o mutuário que não preenche as condições para adquirir um imóvel com o lastro das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Nestas linhas, em que a CEF uso o dinheiro depositado nas contas do Fundo, a pessoa não pode ter renda familiar superior a R$ 4.900,00 e o imóvel não poder ser avaliado em mais de R$ 80.000,00.As operações deverão se enquadrar nos limites do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Assim, os empréstimos serão de no máximo R$ 150.000,00 e o dinheiro só poderá ser utilizado para adquirir imóveis avaliados em até R$ 350.000,00.A CEF, de acordo com Vera Lúcia, pretende cobrar juros abaixo dos 12% ao ano nas novas operações com recursos de poupança. "A taxa ficará entre 10% e 12%", disse a superintendente da instituição. Nas operações feitas com recursos próprios da CEF, os mutuários pagam juros de 12% mais a variação da Taxa Referencial (TR). Os empréstimos, segundo Vera Lúcia, deverão cobrir até 80% do valor do imóvel financiado. No mercado, ela disse que este porcentual fica restrito em muitos casos a 50%.Normas do BCAs normas do Banco Central exigem que os bancos apliquem 65% do dinheiro investido em cadernetas de poupança em financiamento à habitação. A Caixa ficou fora desse mercado durante tanto tempo porque os financiamento superavam em muito o exigido pelos regulamentos.Atualmente, esse excesso é da ordem de R$ 1 bilhão. No entanto, já a partir de 2006, há risco de a Caixa ficar abaixo do limite de 65%. Por isso, a instituição resolveu retomar os empréstimos nessa modalidade.

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