CEF lança fundo de recebíveis com aplicação mínima de R$ 100

A Caixa Econômica Federal (CEF) lançará hoje, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o primeiro Fundo de Investimento de Direito Creditório (FIDC) do Brasil voltado a empreendimentos habitacionais com finalidade social. O fundo Caixa Brasil Construir terá suas cotas vendidas a investidores pessoa física, jurídica e institucionais, com investimento mínimo a partir de R$ 100,00. O fundo financiará especificamente o conjunto habitacional Residencial Cidade de São Paulo, na zona Leste da capital. O conjunto irá atender famílias com renda a partir de 4,5 salários mínimos e deverá contar com 1.686 unidades. O custo do empreendimento deverá ser de cerca de R$ 91 milhões de reais e englobará moradias, área comercial, saneamento básico, energia elétrica, gás, telefone, transporte, escolas e serviços de saúde. O presidente da Caixa, Jorge Mattoso, informou que o FIDC Caixa Brasil Construir deverá ter rendimento compatível com uma poupança de longo prazo, obtido a partir da média das taxas cobradas pelos mutuários do conjunto habitacional que será financiado a partir dos recursos do fundo. As cotas do Fundo Caixa Brasil Construir terão sua negociação secundária na Sociedade Operadora do Mercado de Ativos (Soma) e a custódia será feita pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). O fundo será o segundo ativo da Caixa a ser listado na Soma. O banco já negocia no mercado de balcão organizado o Fundo Imobiliário Almirante Barroso, desde o dia 10 de abril. Esse fundo tem como lastro o edifício de mesmo nome, localizado no centro do Rio de Janeiro. A iniciativa da instituição faz parte do Programa de Incentivo à Implementação de Projetos de Interesse Social (PIPS), criado por medida provisória assinada em 25 de junho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Caixa pretende lançar ainda este ano mais dois fundos de recebíveis em parceria com os governos estaduais de Minas Gerais e Rio Grande do Norte, também focados no segmento habitacional popular. Tesouro poderá comprar cotas O Tesouro Nacional poderá financiar até 30% das cotas dos Fundos de Investimento de Direitos Creditórios que tiverem seus recursos direcionados a projetos de interesse social, segundo informou o presidente da Caixa. A participação do Tesouro na aquisição das cotas, explicou o executivo, deverá agilizar o processo de integralização dos fundos, acelerando também a disponibilidade dos recursos para a execução dos projetos a que se destinam. Ele lembrou que a Caixa responde hoje por 90% do financiamento habitacional do País, com um orçamento de R$ 5,3 bilhões para investimento neste ano, a partir de recursos próprios, do FAT e do FGTS. "Esse projeto é o reconhecimento do governo da importância do segmento imobiliário para o desenvolvimento do País", afirmou.

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