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CEF lança hoje títulos de capitalização para imóveis

A Caixa Econômica Federal (CEF) lança hoje três títulos de capitalização para a captação de recursos que serão revertidos para as operações de créditos imobiliários. O anúncio oficial será na sede do banco, em Brasília. Segundo o presidente da Caixa, Valdery Albuquerque, ainda não foi definido o formato desses títulos, mas a exemplo dos demais produtos do mercado, o título de capitalização da Caixa funcionará com depósitos mensais programados e promoverá sorteios para o aplicador. Um detalhe importante é que o contemplado não recebe o prêmio em dinheiro, e sim por meio de uma carta de crédito, que será utilizada para a compra do imóvel. Valdery afirmou que os recursos que forem captados pelo título de capitalização da Caixa poderão ser direcionados para o financiamento de imóveis destinados a famílias de baixa renda. As informações detalhadas sobre os três novos títulos serão divulgadas hoje na sede do banco, em Brasília.Cuidados com título de capitalização Antes de assinar um contrato de título de capitalização, o consumidor precisa ficar atento a alguns detalhes desse tipo de produto. Basicamente, em um título de capitalização o consumidor paga as mensalidades e no fim resgata o saldo e adquire o produto que planejou comprar. O principal chamariz dos títulos de capitalização são os sorteios de prêmios, que ocorrem durante a fase de pagamento das mensalidades.Os recursos aplicados em um título de capitalização são divididos em dois montantes: um vai para a conta de investimento (corrigida de acordo com a caderneta de poupança) e a outra paga a taxa de carregamento (quantia comprometida com as aplicações da empresa e utilizada para pagar os prêmios). Essa taxa de carregamento varia de acordo com cada empresa. Há dois problemas principais com os títulos de capitalização. O primeiro é que o rendimento desse tipo aplicação geralmente é muito inferior ao praticado, por exemplo, pela caderneta de poupança, uma das modalidades mais conservadores de investimento. Outro problema é que, se o consumidor desistir do plano durante a fase de pagamento das prestações, não poderá resgatar integralmente o que pagou.Legalmente, a empresa deve devolver ao cliente 90% da provisão matemática, que é a diferença entre o total pago até o período e a taxa de carregamento. Cada empresa possui uma tabela de resgate que varia de acordo com o número de mensalidades já quitadas: quanto menos prestações quitadas, menor o resgate.

Agencia Estado,

14 de maio de 2002 | 09h27

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