CEF lança linhas de financiamento para classe média

A Caixa Econômica Federal (CEF) oferece, a partir desta segunda-feira, cinco novas modalidades de financiamento voltadas para as classes média e alta. Segundo o presidente da instituição financeira, Jorge Mattoso, a ìnstituição vai disponibilizar para as novas linhas cerca de R$ 2 bilhões.Os novos produtos permitem ao cliente, segundo o banco, efetuar a reforma e ou ampliação, construção de imóvel residencial (em terreno próprio ou com aquisição de terreno) e, ainda, aquisição de lote urbanizado comercial ou residencial. "Entre as vantagens das novas modalidades está a inexistência de valor máximo de financiamento e de limite de renda para concessão do crédito", destacou hoje, em São Paulo, o presidente da CEF. "Tudo vai depender da capacidade do tomador (do empréstimo)", acrescentou ele.Segundo Mattoso, os juros das cinco modalidades variam entre 13% e 18% ao ano, acrescidos de TR. Os prazos de pagamento vão de 60 a 180 meses. Os financiamentos serão efetuados por meio do Sistema de Amortização Constante (SAC).Mattoso lembrou que a linha de financiamento para imóveis estava suspensa desde 2001. "A carta de crédito da Caixa foi retomada em novembro passado (com a compra de imóveis novos e usados) e agora ela está sendo expandida. E isso é resultado de a Caixa ter tido um resultado bastante positivo do ponto de vista da sua lucratividade", observou ele.De acordo com Mattoso, o resultado econômico financeiro da Caixa no ano passado foi o melhor da história da instituição financeira, no valor de mais de R$ 1, 6 bilhão. "Neste primeiro trimestre o resultado foi mais de R$ 400 milhões e isso possibilitou que nós ampliássemos os recursos disponibilizados para habitação e saneamento e, sobretudo, destinar uma parte desses recursos para a classe média, o que era uma reivindicação antiga", disse o presidente da CEF.FGTSMattoso salientou a importância do uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para a aquisição de imóveis, ao ser questionado sobre o projeto de lei em tramitação na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. A proposta, de autoria do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), altera a lei que regulamenta o FGTS e inclui entre as hipóteses de movimenta da conta vinculada do trabalhador, o financiamento de encargos educacionais decorrentes de ensino de cursos médio e universitário para o trabalhador e seus filhos de até 24 anos."Acho fundamental a utilização dos recursos do FGTS, que têm crescido, para a habitação", afirmou, acrescentando que não conhece a proposta do senador Azeredo. "Em princípio, acho que os recursos do FGTS devem ser utilizados apenas para habitação e saneamento", disse Mattoso.

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