Cegonheiros autônomos decidem paralisar no RS

Os cegonheiros autônomos do Rio Grande do Sul decidiram hoje, em assembléia, paralisar sua atividade por tempo indeterminado. Há cinco anos, os motoristas que formam a categoria reivindicam participação no transporte de veículos da General Motors em Gravataí (RS) e a paralisação foi uma forma de pressionar pela abertura de negociação, disse o presidente do Sintravers (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Veículos e das Pequenas e Micro Empresas de Transporte Rodoviário do Estado), Jefferson Casagrande. Como eles não participam do transporte dos automóveis produzidos pela GM no Estado, o impacto da manifestação depende da adesão dos cegonheiros que atuam na planta da montadora, contratados por cinco operadoras de logística. De acordo com Casagrande, estes motoristas já começaram a aderir ao movimento. Os autônomos transportam veículos usados, acidentados, de instituições financeiras e pequenas montadoras, descreveu o dirigente. O transporte de veículos da GM foi alvo de uma ação do Ministério Público Federal (MFP), que ingressou em 2002. O MPF pediu que a GM seja obrigada a contratar transportadores não filiados à Associação Nacional das Transportadoras de Veículos (ANTV) e ao Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sindican). Na ação, o MPF argumentou que houve formação de cartel no frete dos veículos e que isso estaria aumentando o custo do serviço para o consumidor final. "Todas as montadoras sofrem esse problema (cartelização)", afirmou Casagrande.

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