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‘Cegonheiros’ da Volks fazem protesto na Anchieta

Montadora abriu licitação para contratar novos prestadores de serviço; de acordo com sindicato, cerca de 5 mil transportadores de veículos temem perder o emprego

Cleide Silva, O Estado de S. Paulo

13 de julho de 2015 | 16h17

Transportadores de veículos - chamados de cegonheiros -, que fazem o transporte de carros novos da Volkswagen, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, realizaram nesta segunda-feira, 13, protesto na via Anchieta, em frente aos portões da empresa. Eles temem a suspensão de contratos pois a montadora avalia abrir uma licitação para buscar outras opções de fornecedores do serviço de logística.

De acordo com Sindicato Nacional dos Cegonheiros, há cerca de 5 mil caminhoneiros que atuam no transporte dos modelos da marca na região do ABC. Eles são ligados às transportadoras Brazul, Tegma, Transauto e Transzero.

Em nota, a Volkswagen informou que “está realizando uma ação regular, que serve para a verificação e análise do posicionamento de preços de um serviço dentre as opções disponíveis no mercado”. Disse ainda que “respeita os contratos com seus fornecedores”.

Cerca de 100 carretas, segundo o sindicato, permaneceram estacionadas próximas à fábrica, no km 23 da Via Anchieta, a partir de 7h desta segunda. No início da tarde, os cegonheiros realizaram uma carreata na via, voltaram aos portões da fábrica por volta das 18h e depois dispersaram.

Apenas um grupo de motoristas permaneceu no local de plantão. Os cegonheiros prometem retornar nesta terça-feira com as carretas, a partir das 7h, e avisam que vão manter o protesto até que a empresa os receba. 

O sindicato informou que cerca de mil veículos deixaram de ser recolhidos ontem dos pátios das transportadoras para serem entregues em diversos Estados. O protesto ocorre num momento em que as vendas de estão em queda e os pátios das fábricas e revendas de todas as marcas estão lotados.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), no início do mês havia 338,8 mil carros em estoque nas fábricas e concessionárias, o equivalente a 47 dias de vendas.

Acampamento. Outro protesto realizado ontem no ABC ocorreu nos portões da General Motors, em São Caetano do Sul.

Um grupo de funcionários fez um acampamento em frente à empresa para protestar contra demissões.

Na semana passada a GM demitiu cerca de 400 funcionários, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano. Eles estavam em lay-off desde o fim do ano passado e deveriam ter voltado ao trabalho ontem.

Um grupo de 400 trabalhadores que também está em lay-off teve o programa estendido por mais dois meses. A GM tem outros 1,4 mil trabalhadores com contratos suspensos em São Caetano e em São José dos Campos. A empresa não comentou o assunto.

No primeiro semestre as vendas de veículos caíram 20,7% em relação ao mesmo período de 2014 (para 1,318 milhão de unidades). A produção recuou 18,5%, para 1,276 milhão de unidades. Ao todo, as montadoras demitiram 7,6 mil trabalhadores neste ano.

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