Celg terá de fazer novo acordo, diz presidente da Eletrobras

Pelo acordo proposto anteriormente, a participação da Eletrobras na Celg passaria de 0,07% para 6%

Karla Mendes, da Agência Estado,

24 de janeiro de 2011 | 17h57

O presidente da Eletrobras, José Antonio Muniz Lopes, disse que, se a estatal goiana Celg retomar as negociações para a obtenção de aporte de capital terá de ser feito um novo acordo. Ele explicou que, pelo acordo proposto anteriormente, a participação da Eletrobras na Celg passaria de 0,07% para 6%. Além disso, a holding daria uma espécie de "lastro" na administração da distribuidora de Goiás por meio da indicação do vice-presidente e demais diretores. O presidente continuaria sendo indicado da forma habitual.

Um possível aumento de participação da Eletrobras na Celg faz parte do plano de recuperação da estatal goiana, que inclui um empréstimo de R$ 3,7 bilhões da Caixa Econômica Federal. Porém, antes de tomar posse, o agora governador de Goiás, Marconi Perillo, havia solicitado a suspensão desse empréstimo. Segundo Perillo informou há pouco, o objetivo foi evitar que esses recursos tivessem a finalidade desviada. O governador goiano se encontra nesta segunda-feira com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para discutir a situação da Celg.

Cesp

Questionado sobre uma eventual federalização da estatal paulista Cesp, o presidente da Eletrobras disse que desconhece a questão. "O presidente da Cesp assumiu agora, a Eletrobras está em transição", observou Muniz Lopes. Sobre mudanças na presidência da Eletrobras, o executivo desconversou, mas quando perguntado sobre a indicação de Flávio Decat para o cargo, ele afirmou que "é um bom nome".

Sobre uma provável volta à presidência da Eletronorte, Muniz Lopes disse que "não falaria sobre hipóteses".

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