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Celso Furtado defende moratória para renegociar dívida

O professor Celso Furtado, candidato ao prêmio Nobel de Economia deste ano, defendeu hoje na UFRJ que o Brasil se prepare para fazer uma moratória para renegociar a dívida externa. De acordo com Furtado, para baixar a taxa de juros brasileira é necessário renegociar a dívida externa. Ele esclareceu que a moratória seria feita no longo prazo após um plano que preparasse o País para isso. Disse ainda que o País passaria por dois, três ou quatro anos de penúria após a moratória, mas que valeria a pena pela mudança estrutural.Segundo Furtado hoje "o Brasil é uma economia aleijada, ou pára ou se endivida". Ele afirmou que o governo Fernando Henrique "se endividou loucamente". Já o governo Lula para escapar ao endividamento externo "foi para recessão". Ele observou porém que mesmo assim o endividamento adicional no último ano "não é menos que US$ 30 bilhões". Segundo Furtado, o capital externo não é mal nem bom, e o ruim é depender dele para sobreviver. Ele afirmou ainda, sobre isso, que o FMI e os credores internacionais têm interesse em manter uma boa relação com o Brasil. Para Furtado, o Brasil pode ser levado a decretar uma moratória no futuro, não para negociar, mas por falta de outra alternativa. Ele disse que ninguém sabe por quanto tempo mais o Brasil aguenta uma recessão, e que a perspectiva de crescimento de 3,5% no ano que vem, declarada pelo governo "é o que eles (o governo) querem mas depende da economia internacional".

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