Celular: ações acumulam quedas

A maioria das ações mais negociadas de telefonia celular apresentou queda abaixo do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) nos últimos trinta dias encerrados na última segunda-feira. Dados da Economática mostram que o recuo médio do segmento foi de 16,72%, frente a uma desvalorização de 11,48% do índice.A maior queda entre as celulares no período foi verificada pelas ações da Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT), de 26,22%. Os papéis são seguidos por Tele Celular Sul, com queda de 26,12%, Tele Centro Oeste, 19,88%, Tele Nordeste, 19,0%, Tele Sudeste, 15,08% e Tele Leste, 14,71%. Telemig Celular Participações ON (ações ordinárias, com direito a voto) foi o único papel que apresentou queda abaixo do Ibovespa, acumulando baixa de 4,26% no período. Para o analista Felipe Zaghen, da Indosuez W.I. Carr Securities, os papéis ainda possuem espaço de queda no curto prazo. No longo prazo, ganham as ações de empresas que estiverem melhor posicionadas em termos de consolidação setorial, acredita. "A Tele Centro Oeste, que pode ser vendida pela Splice, e a Telesp Celular, que pode se beneficiar da expansão da controladora Portugal Telecom no Brasil, são exemplos de ações que podem subir." No acumulado do ano até a última segunda-feira, três papéis apresentam ganho: CRT Celular subiu 92,1%, Tele Centro Oeste Celular teve alta de 75,2% e Telemig avançou 29,8%. No período, o Ibovespa registra baixa de 8,96%. A maior queda ficou por conta de Tele Sudeste Celular, com perda de 42,9%.

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