Celular chegará a dois terços da população

GENEBRA

Jamil Chade CORRESPONDENTE / GENEBRA, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2010 | 00h00

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) aponta que o mercado de celulares nos países ricos atingiu um ponto de saturação e que, para os próximos anos, serão o Brasil, China, Índia e Rússia que trarão os maiores ganhos ao setor. Entre 2009 e 2010, o número de celulares passará de 4,6 bilhões para 5,3 bilhões e, pela primeira vez, mais de dois terços da população mundial terá um aparelho.

A taxa de penetração é a maior taxa da história da penetração de uma tecnologia no mundo em desenvolvimento, superior à da TV e do telefone fixo.

Mas, nos países ricos, já há sinais de que o mercado atingiu seu ponto máximo, com grande parte deles já registrado mais de um celular por pessoa, uma taxa de penetração média de 116%. "Já não temos um crescimento tão impressionante como nos últimos anos. Afinal, já existem países onde a taxa de penetração do celular é de 200%, o que significa que cada pessoa já tem em média dois telefones", indicou a chefe da Divisão de Mercados de Informação da União Internacional de Telecomunicações, Susan Teltscher.

Entre 2009 e 2010, a taxa de expansão mundial do celular será de 12%. Em 2006, essa taxa era próxima de 25%. Nos países ricos, a expansão é de menos de 1,6% ao ano, contra 17% nos emergentes. Hoje, de cada quatro telefones vendidos, três são para os países emergentes. No total, 68% da população dos países emergentes tem celular.

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