Celulares são campeões em reclamações

O entusiasmo do consumidor em adquirir um telefone celular ou trocar seu aparelho por outro com recursos mais sofisticados, às vezes, não dura mais que algumas semanas. Os problemas começam quando o aparelho tem defeito e precisa ser enviado à assistência técnica.O Procon registrou no primeiro semestre deste ano 1.115 atendimentos referentes a problemas com aparelhos de telefone, sendo 954 consultas e 161 reclamações. Os problemas mais freqüentes são produtos entregues com defeito - 110 reclamações e discussões sobre garantia - 32 reclamações.O ortodontista Roberval Adas, por exemplo, em menos de um ano foi a uma assistência técnica da Motorola quatro vezes para reclamar sempre do mesmo defeito em seu telefone celular: ele desligava sozinho. Depois de exigir uma solução definitiva para o caso, a assistência técnica solucionou o problema, porém o consumidor diz estar "indignado com a demora e com o pouco caso da empresa".O analista de sistemas José do Carmo Ferreira Junior descobriu que seu celular, um lançamento da Gradiente (modelo Chroma Digital), estava com um problema 24 horas depois da compra. "O aparelho tinha a parte interna do visor rachado, sem ter passado por qualquer tipo de queda e sem ter ficado exposto ao sol," diz. Ele reclamou, o celular foi retirado pela assistência técnica, mas a surpresa foi com o custo do serviço: R$ 50,00. Enviou carta a vários jornais, com cópias para a Gradiente, e logo depois recebeu um telefonema avisando que excepcionalmente o conserto não seria cobrado. "Foi preciso reclamar para os jornais, quando eles tinham obrigação de assumir um defeito de fabricação", diz.

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