Cemig confia que manterá concessão de usinas

Ameaçada de ficar sem a concessão para operar as usinas de Jaguara, São Simão e Miranda por ter perdido o prazo para solicitar a renovação, segundo o Ministério de Minas e Energia, a Cemig aposta que a decisão do governo será revertida na Justiça. Juntas, as três usinas representam 18% da energia gerada pela companhia.

ALINE RESKALLA, ESPECIAL PARA O ESTADO, BELO HORIZONTE, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2013 | 02h06

"A Cemig não trabalha com a possibilidade de não renovação das licenças", disse ontem o diretor de Finanças e Relações com Investidores da companhia, Luiz Fernando Rolla. Segundo ele, a empresa mineira não perdeu o prazo, como alega o governo federal, porque o contrato de concessão prevê que a solicitação seja feita seis meses antes do vencimento.

"O que houve foi uma interpretação diversa por parte do governo, que olhou a questão sob o âmbito da MP 579. Nós entendemos que o nosso contrato permite essa renovação por adicionais 20 anos, por isso, em breve estaremos acionando a Justiça para que o contrato seja respeitado", afirmou Rolla.

Pela MP, que trata do plano de antecipação de concessões, o pedido teria de ser feito até o dia 4 de dezembro de 2012. Oficialmente, a Cemig teve negado o pedido de renovação da concessão apenas para Jaguara, que vence em agosto deste ano, mas a companhia vai entrar na Justiça pelas três usinas - a licença de São Simão vence em janeiro de 2015 e a de Miranda, em dezembro de 2016.

Resultado. Ainda ontem, a Cemig informou que obteve um lucro líquido de R$ 865 milhões no primeiro trimestre de 2013, valor 37% superior ao resultado do mesmo período de 2012. A geração de caixa da empresa alcançou R$ 1,6 bilhão sustentada pelo crescimento de 15% na receita líquida do período, de R$ 3,7 bilhões.

O diretor Luiz Fernando Rolla disse que a companhia está em negociação com investidores estrangeiros para pôr em prática seu plano de investimentos em novas aquisições. "Nossos planos estão mantidos até porque precisamos sustentar a nossa geração de caixa. E, nesse plano, os investimentos na geração de gás ocupam lugar de destaque", afirmou. Ele não detalhou valores.

Ele comentou ainda o pedido de aditivo dos empreiteiros que constroem a usina de Belo Monte, no valor de R$ 1 bilhão. "Nós vamos analisar, mas é um pedido um pouco alto, a gente não viu ainda o que eles estão reclamando."

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